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Especialistas alertam para bolhas criadas por dinheiro fácil

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- Alertas de bolha soam mais alto depois de uma semana de sinais “dovish” de bancos centrais, que resultaram nas condições financeiras mais frouxas em quase quatro décadas.

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Rick Rieder, da BlackRock, e Mohamed El-Erian, da Allianz, estão entre os que alertaram sobre os crescentes riscos sistêmicos, a menos que autoridades monetárias tomem medidas mais decisivas para limitar o estímulo da pandemia. Embora os bancos centrais estejam perfeitamente cientes dos perigos da era do dinheiro fácil, as posturas acomodatícias incentivam fluxos cada vez maiores para mercados mais arriscados.

O setor de criptomoedas acaba de superar US$ 3 trilhões em valor, o maior fundo de índice de títulos com grau especulativo sobe depois de receber o maior fluxo desde março, e os principais índices acionários estão perto de recordes. Não é de se admirar que um indicador de ativos cruzados mostre que o clima de investimento fácil dos EUA pode entrar para a história.

O maior apetite por risco aumenta a preocupação com a valorização excessiva do mercado, a chamada espuma, e vigilância frouxa sobre bancos centrais. O Federal Reserve, o maior do mundo, sinalizou na semana passada que vai adiar aumentos das taxas de juros até que o mercado de trabalho esteja em melhor forma, depois de anunciar uma redução amplamente esperada das compras de ativos.

“O risco é que você esteja criando preços superaquecidos”, disse Rieder, diretor de investimentos de renda fixa global da BlackRock, em entrevista à Bloomberg TV na sexta-feira. “O risco para o sistema é obter liquidez no sistema, criando excesso.”

Na semana passada, o Banco da Inglaterra chocou os mercados com a decisão de não aumentar os juros, Já a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, rebateu apostas de aumento dos juros em 2022.

Com as pressões do lado da oferta ameaçando o crescimento, bancos centrais correm risco de agirem muito rápido e prejudicar a recuperação econômica ou de serem muito lentos e deixarem a inflação sair do controle. As autoridades estão, portanto, adotando uma abordagem comedida, apesar de alguns investidores pressionarem por um fim mais decisivo para o estímulo à pandemia.

“Não está claro por que precisamos continuar a administrar uma política monetária tão aquecida”, disse El-Erian, colunista da Bloomberg Opinion, à Bloomberg TV na sexta-feira. “A economia está indo muito bem. Mas o dano colateral sendo criado, as consequências indesejadas resultantes, estão se espalhando. Este é um Fed que vai esperar, e meu medo é que fique para trás e corramos o risco de um grande erro de política.”

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