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Especialista destaca uso de pagamentos via sistema NFC para evitar coronavírus

Claudio Yuge

A essa altura você já deve estar bem ciente de todas as recomendações para evitar a infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), em especial manter distância de outros indivíduos, lavar as mãos com frequência e, principalmente, evitar o contato com pessoas e superfícies contaminadas — assim como não tocar o rosto depois disso. Outras sugestões incluem desinfetar dispositivos, o que pode ser uma tarefa árdua em locais de grande fluxo, a exemplo de teclados de pagamento em supermercados. E aí é que o sistema NFC, presente nas operações do Google Pay, Apple Pay, Samsung Pay e afins, pode ser uma solução mais higiênica e preventiva contra a COVID-19.

Bem, só para lembrar, para quem nunca usou, as redes compatíveis com Near Field Communication (NFC), permitem a comunicação por aproximação, sem a necessidade de contato algum. O microbiologista Jason Tetro, autor de livros sobre contágio como The Germ Code e The Germ Files, destaca que essa é a melhor forma de realizar um pagamento atualmente, pois “não há pessoas apertando botões”.

Imagem: Reprodução/Oggi

Tetro lembra um estudo sobre germes, publicado na revista BMC Infectious Diseases em 2018, e que examinou a propagação de doenças infecciosas em aeroportos. Pelo menos um vírus respiratório foi encontrado em amostras de superfícies comumente tocadas — isso inclui caixas de bagagem, corrimãos e os botões do terminal de pagamento de farmácias. Nesse último caso, o rinovírus e o coronavírus OC43 (uma forma comum de coronavírus, diferente da causadora da pandemia atual) foram encontrados no mesmo cotonete.

Esse é o momento para usar amplamente o NFC

Se as pessoas estão em uma situação em que são obrigadas a tocar em algo bastante acessado, como terminais de pagamento ou caixas eletrônicos, “há uma boa probabilidade de que as pessoas tenham passado a mão no nariz ou colocado os dedos na boca, portanto, podem haver fluídos corporais transferidos para essas máquinas”, avalia Tetro. “Nas primeiras horas, quando o vírus é mais infeccioso, outra pessoa pode acabar tocando isso e tocando seu rosto depois”, complementa.

Ter um sistema não-sensível ao toque, acrescentou Tetro, é vantajoso porque elimina mais um agente em potencial para propagar doenças. Em outras palavras, se você tiver, use-o. E se você precisar tocar em uma superfície bastante acessada, como um teclado de pagamento, lave as mãos ou use um desinfetante como álcool em gel 70% o mais rápido possível. Além disso, por mais que já saiba disso, evite tocar o seu rosto o tempo todo, especialmente enquanto estiver fora de casa.

Fonte: Canaltech

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