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Espanha supera os 2 milhões de casos por covid-19

Marie GIFFARD
·3 minuto de leitura

A Espanha superou os dois milhões de contágios por covid-19, segundo o balanço publicado nesta quinta-feira (7) pelo Ministério da Saúde, em meio a um surto após o feriado de Natal que levou regiões do país a apertar as restrições, mas o governo descarta um novo confinamento em casa.

País europeu muito castigado pelo coronavírus, a Espanha chegou aos 2.024.904 infectados e 51.675 mortos, segundo o balanço. De qualquer modo, o número de casos está subestimado: um estudo de soroprevalência em dezembro estimou que 10% dos 47 milhões de espanhóis já se infectou com o vírus.

A situação da saúde gera "muita preocupação", concedeu o ministro da Saúde, Salvador Illa, em uma coletiva de imprensa

“Semanas complicadas se aproximam”, apesar de que “não está na mente” do governo ordenar um novo confinamento domiciliar restrito, disse Illa, no momento em que Castela e Leão, região do centro do país, exige a adoção desta medida por um curto período de tempo.

Na opinião do ministro, as restrições que podem ser aplicadas graças ao estado de alarme em vigor até maio são suficientes para combater a pandemia do coronavírus.

Estratégia que contrasta com a de outros países europeus como o Reino Unido, onde a Inglaterra e a Escócia voltaram para o confinamento, ou a França, onde a população ficou confinada no final do ano passado.

Traumatizada pelas consequências do confinamento domiciliar entre março e junho passado, um dos mais rígidos do mundo, a Espanha adotou uma estratégia menos severa desde o fim da primeira onda da pandemia.

- Restaurantes e teatros abertos -

Assim, bares, restaurantes e salas de cinema ou teatro estão abertos em quase todo o país, embora com restrições de tempo e capacidade.

A questão divide a população: cerca de 60% dos espanhóis consideram que as autoridades devem aplicar medidas "mais rígidas", segundo pesquisa pública do Centro de Pesquisas Sociológicas (CIS).

Desde o início do ano, os governos regionais, competentes em saúde pública, vêm reforçando as limitações, como antecipar em uma hora o toque de recolher noturno vigente em âmbito nacional, reduzir o horário de bares e restaurantes e atrasar o retorno às aulas.

Na Catalunha (nordeste), uma das regiões com maior população, está proibido a partir desta quinta-feira o deslocamento entre municípios, salvo em casos de força maior.

A região de 7,5 milhões de habitantes com capital em Barcelona decretou também o fechamento de centros comerciais. Academias, bares e restaurantes podem servir apenas café da manhã e almoço e, no fim de semana, poderão abrir somente os comércios essenciais como farmácias e supermercados.

Por último, as crianças voltarão às aulas em 11 de janeiro, para atrasar o máximo possível seu retorno após as festas de fim de ano.

A maior parte das regiões mantém também há semanas bloqueios perimetrais, o que significa que não é permitido entrar ou sair do território sem um motivo convincente.

Menos restritiva, a região de Madrid impõe fechamentos de perímetro apenas em alguns dos bairros mais afetados e o toque de recolher vai da meia-noite às 6 da manhã.

Extremadura (sudoeste), com a maior taxa de incidência do país (quase 640 casos por 100.000 habitantes em quatorze dias), fechou durante uma semana bares, restaurantes e lojas não essenciais em vários municípios.

E Ibiza, a capital da festa nas ilhas Baleares, adiantou o toque de recolher para às 10 da noite e os bares e restaurantes só podem receber clientes nas esplanadas.

- 140 mil vacinados -

A Espanha iniciou a campanha de vacinação contra a covid-19 em 27 de dezembro, assim como a maioria dos países da União Europeia.

Aproximadamente 140.000 pessoas receberam a primeira dose da vacina Pfizer/BioNTech, de acordo com dados oficiais.

"Nos próximos 7 ou 10 dias", a Espanha receberá as primeiras doses da segunda vacina autorizada na União Europeia, a do laboratório americano Moderna, disse Illa. No total, o país espera receber "600.000 doses" dessa vacina nas próximas seis semanas.

O objetivo do governo socialista de Pedro Sánchez é imunizar 70% dos 47 milhões de espanhóis para o verão (europeu).

mig/du/bc/ap