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Espanha quer tratar covid-19 como gripe, mas será que faz sentido?

·3 min de leitura

Como inúmeros países do mundo, a Espanha enfrenta uma nova onda da covid-19, desencadeada pela variante Ômicron (B.1.1.529) do coronavírus. Para lidar com a situação, o governo espanhol planeja mudar os protocolos de controle e vigilância da doença e tratá-la de forma semelhante ao que é feito com a gripe (influenza).

Na semana passada, o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que as autoridades de saúde locais estudam encarar a covid-19 não mais como uma epidemia, como foi feito té agora. Além disso, Sánchez defende que outros países da Europa adotem o mesmo modelo de "gripalização da pandemia".

Espanha defende encarar a covid-19 como uma doença endêmica (Imagem: Reprodução/Twenty20photos/Envato)
Espanha defende encarar a covid-19 como uma doença endêmica (Imagem: Reprodução/Twenty20photos/Envato)

Cenário atual da covid

Passados mais de dois anos da descoberta do coronavírus, "a ciência conhece melhor o vírus", lembra o presidente. Nesse sentido, "temos que avaliar a evolução da covid para uma doença endêmica", ou seja, é necessário conviver com ela. Isso independe das possíveis complicações para determinados grupos. No entanto, a virada da saúde pública espanhola ainda depende de relatórios "mais conclusivos" sobre os riscos da Ômicron.

Para justificar a futura mudança, Sánchez destaca a elevada taxa de imunização no país. No momento, 82% da população está com vacinação completa — duas doses ou imunizante de dose única — e 36% já recebeu a dose de reforço. Além disso, a atual variante aparenta refletir em menor mortalidade e menor risco de hospitalização para os vacinados.

Outra questão é que, agora, existem remédios contra a covid-19, como o antiviral Paxlovid. Desenvolvido pela farmacêutica norte-americana Pfizer, a pílula pode ser usada em casa e foi aprovada pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Em pacientes de risco, pode reduzir em 89% o risco de internação.

"Vigilância sentinela"

A Espanha planeja adotar a abordagem chamada de "vigilância sentinela", já usada para controlar outros vírus que possam causar danos para a saúde global. Basicamente, a ideia é selecionar pequenos grupos de controle para acompanhar a evolução da covid-19.

Pensando no caso da gripe sazonal, "quantidades limitadas de dados de alta qualidade de 'locais sentinela' representativos são suficientes para entender a epidemiologia e a circulação", explica Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a estratégia.

A partir desses levantamentos localizados sobre a covid-19 ou sobre a gripe, é possível estimar as taxas de incidência de pessoas infectadas, internações, pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e óbitos pela doença. Com esses dados, diferentes medidas de saúde podem ser definidas em momentos estratégicos, mas a vida voltaria ao "normal".

Especialistas alertam para riscos

Especialistas discutem sobre ideia de lidar com a covid-19 da mesma forma que se lida com a gripe (Imagem: Reprodução/Halfpoint/eEvato)
Especialistas discutem sobre ideia de lidar com a covid-19 da mesma forma que se lida com a gripe (Imagem: Reprodução/Halfpoint/eEvato)

No entanto, especialistas alertam que este ainda não é o momento para tal ação na Espanha. Segundo a plataforma Our World In Data, a média móvel diária de casos da covid-19 é de 129 mil, o que sobrecarrega os sistemas de saúde locais. A mudança poderá ocorrer quando os números baixarem.

"O vírus está a caminho de se tornar endêmico. Não há dúvida sobre isso. Mas ainda estamos no meio dessa pandemia", defendeu a porta-voz da OMS, Maria Van Kerkhove, em uma conferência na semana passada.

"Não podemos acabar com a pandemia e fazer com que o vírus se torne 'endêmico' em um país, enquanto o resto do mundo lida com a pandemia. Não é assim que funciona", reforçou Kerkhove. Nesse sentido, ainda é necessário estimular, por exemplo, a vacinação global contra a covid-19.

O surgimento da variante Ômicron é um dos reflexos da baixa imunização mundial, já que a alta de casos favorece novas mutações do vírus e isso, potencialmente, pode causar riscos. Apenas 9,5% das pessoas em países de baixa renda receberam pelo menos uma dose, segundo dados do Our World In Data.

Fonte: Canaltech

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