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Espanha prolonga financiamento de planos de desemprego temporário

O presidente espanhol, Pedro Sánchez, em Madri

O governo espanhol, sindicatos e empregadores anunciaram nesta quinta-feira um acordo para estender até o final de setembro o financiamento de planos de desemprego temporário implementados diante da crise do coronavírus.

Este acordo é uma "garantia de segurança e estabilidade para trabalhadores e empresas", tuitou a ministra do Trabalho, Yolanda Díaz, do partido de esquerda Podemos, que governa em coalizão com os socialistas.

O financiamento desses planos, que terminou em 30 de junho, tem sido uma das principais medidas aplicadas pelo governo Pedro Sánchez para sustentar a economia, afetada pela crise da saúde.

O governo exigiu que as empresas não cortassem empregos por seis meses após a implementação do plano de desemprego temporário.

No total, entre meados de março e final de maio, cerca de 3,7 milhões de pessoas foram beneficiadas por esses planos, segundo o Ministério do Trabalho.

A taxa de desemprego, que atingiu 14,4% no final de março, pode subir para 19% no final do ano, segundo projeções do governo, enquanto o Banco da Espanha prevê entre 18,1% e 23,6%.

"Renovamos uma ferramenta que obteve direitos adicionais para a classe trabalhadora e provou ser eficaz na prevenção da destruição de empregos", comemorou no Twitter Unai Sordo, líder da Comisiones Obreras, um dos principais sindicatos.

As negociações para estender essa medida foram difíceis, já que os empresários queriam que fossem prorrogadas até dezembro, enquanto o governo tenta amortecer seu impacto nas finanças públicas, que prometem ser devastadas pela crise.

"Continuamos trabalhando para que em setembro possamos abordar como o último trimestre do ano será enfrentado", disseram os empregadores da CEOE e da Cepymes em comunicado.

Madri espera que a dívida pública atinja 115,5% do PIB no final de 2020, contra 95,5% no final de 2019. O déficit orçamentário deve aumentar para 10,3% do PIB até o final do ano, contra 2,8% em 2019.