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Espanha estende até janeiro planos de desemprego parcial

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O presidente Pedro Sánchez assina acordo para elevar salário mínimo na Espanha, em 30 de janeiro de 2020 em Madri
O presidente Pedro Sánchez assina acordo para elevar salário mínimo na Espanha, em 30 de janeiro de 2020 em Madri

O governo, os empregadores e os sindicatos espanhóis chegaram a um acordo nesta terça-feira para estender até o final de janeiro os planos de desemprego parcial subsidiado que permitiram evitar demissões durante a pandemia, apesar de seu forte impacto nas finanças públicas.

"Os expedientes de regulação do trabalho temporário (ERTEs, planos de desemprego parcial) podem continuar a ser uma alternativa às demissões", afirmou o secretário-geral das Comissões Sindicais dos Trabalhadores (CO), Unai Sordo.

É a segunda vez que o governo estende este mecanismo lançado em abril, permitindo às empresas que sofrem as consequências da pandemia colocar seus trabalhadores temporariamente em situação de desemprego, enquanto o Estado assume parcialmente seus salários.

Esses planos deveriam terminar em 30 de setembro, mas empresas e sindicatos pediram uma prorrogação devido ao forte aumento de infecções no país. Essa situação vem prolongando as dificuldades em setores como turismo, ou lazer.

Pilar da estratégia do governo de esquerda de Pedro Sánchez para sustentar a economia no meio da crise da saúde, os ERTEs custam ao Estado 4 bilhões de euros (cerca de 4,6 bilhões de dólares) por mês, segundo o chefe de governo.

Em contrapartida, as empresas beneficiárias não podem demitir durante seis meses.

"A proibição de demissão está mantida", disse a ministra do Trabalho, Yolanda Díaz, em entrevista coletiva.

Este novo acordo "é fundamental para enfrentar a saída da crise, é um dia de esperança para empresas e trabalhadores", acrescentou a ministra.

As negociações com os empregadores foram adiadas até o último minuto, devido a divergências nos critérios de seleção das empresas beneficiárias. Alguns empresários temiam ser excluídos.

Por fim, segundo um comunicado, a principal entidade empregadora, a CEOE, estimou que o acordo permite "garantir a continuidade do maior número de empresas e empregos possível em uma situação econômica tão adversa e de longo prazo".

Conforme o Ministério da Previdência Social, cerca de 750 mil pessoas ainda estão parcialmente desempregadas na Espanha. Este número chegou a 3,4 milhões de trabalhadores no momento mais duro do confinamento decretado em meados de março para conter a covid-19 no país.

O governo também  prolongou a ajuda parcial aos trabalhadores autônomos.

Segundo o Executivo, as medidas adotadas para sustentar a economia - planos de desemprego parcial, créditos garantidos pelo Estado, ou ajudas aos trabalhadores autônomos - representam 20% do PIB previsto para 2020.

A pandemia destruiu mais de um milhão de empregos no segundo trimestre, principalmente em serviços e turismo, e os surtos detectados desde julho reduziram as esperanças de uma recuperação no terceiro trimestre.

A taxa de desemprego era de 15,3% no final de junho, e o governo projeta 19% até o final do ano.

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