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ESG e novas maneiras de fazer negócio ampliam atuação de aceleradora de impacto

·3 min de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um grupo de lunáticos falando em unir lucro e impacto positivo. Em 2009, quando não se falava em ESG ou negócios sociais, era assim que o Quintessa era visto. Em 2021, a aceleradora de impacto pioneira no país se reposiciona como ecossistema de soluções para desafios sociais e ambientais.

"Era uma ideia distante", diz Anna de Souza Aranha, diretora do Quintessa. "Fomos para a ponta ajudar a construir casos concretos e mostrar que essa união era possível."

Foi assim que empreendedores de 250 negócios de impacto foram apoiados. Em 2017, a empresa se abriu para iniciativas no ecossistema, que crescia impulsionado pelas demandas de empresas que buscavam uma nova maneira de fazer negócios.

"Passamos a apoiar parceiros e grandes empresas a inovarem com impacto", diz Anna Aranha.

Em 2021, com bagagem adquirida ao trabalhar com parceiros como Braskem, Ambev, Fundação Lemann e Instituto BRF, o Quintessa deixa de ser aceleradora de negócios de impacto para se tornar aceleradora de impacto.

A mudança, ainda que sutil, coloca a aceleração como uma das soluções possíveis no portfólio para superar os desafios do país por meio de iniciativas inovadoras.

"Nosso intuito é liderar pautas de desenvolvimento social e ambiental, fazendo a integração entre lucro e impacto", afirma Gabriela Bonotti, diretora do Quintessa.

Na prática, além dos programas para empreendedores em diferentes estágios de maturidade, a consultoria apoia a transição de empresas e desenvolve soluções para que institutos, fundações, investidores e demais organizações do ecossistema possam se relacionar com soluções de impacto.

"Com o boom do termo ESG [sigla em inglês para práticas ambientais, sociais e de governança] nos últimos meses, há o risco de banalização, deixa eu dar um 'check' aqui numa demanda de mercado", afirma Anna.

"Nosso objetivo não é necessariamente que grandes empresas se tornem negócios de impacto, mas que adotem uma gestão mais consciente e um porfólio de soluções sustentáveis", completa.

A ideia distante de unir lucro e impacto se materializa hoje em negócios como Boomera, Hand Talk, 4YOU2, Courri, Escola do Mecânico, Vitalk, entre muitas outras.

"No início, éramos três pessoas e o Quintessa foi um MBA de como se tornar um bom líder", diz Michael Kapps, CEO da Vitalk, startup que busca democratizar o acesso à saúde mental.

Ele enumera as conquistas durante o processo de aceleração: "Trouxeram um mentor incrível e aprendi tudo sobre liderança. Não trabalhávamos com orçamento, funil de vendas. E conseguimos levantar R$ 6 milhões em uma primeira rodada de investimentos que ajudou a empresa a dobrar de tamanho."

Em 2020, a Vitalk foi um dos destaques do Prêmio Empreendedor Social do Ano em Resposta à Covid-19 ao desenvolver um robô que monitorava casos da doença em tempo recorde.

Em parceria com o Ministério da Saúde, naquele ano a startup impactou 1,5 milhão de pessoas por meio de 7 milhões de mensagens trocadas e 25 mil notificações de alto risco.

"O Quintessa me apoia como CEO e agora ajuda a criar uma nova geração de lideranças na Vitalk", diz Kapps.

A saúde é uma das temáticas prioritárias que a consultoria abordará ao se reposicionar neste ano. E ainda: educação, mudanças climáticas e meio ambiente, amazônia e empregabilidade e geração de renda.

"Não vamos resolver tudo sozinhos, mas estamos no papel de articular atores que podem ajudar a resolver desafios", diz Anna Aranha.

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