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Escudo de plástico está na moda sem provas de que contém Covid

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- As vendas de escudos de plástico triplicaram para cerca de US$ 750 milhões nos Estados Unidos após o início da pandemia, à medida que escritórios, escolas, restaurantes e lojas de varejo buscavam proteção contra gotículas que autoridades de saúde suspeitavam ser responsáveis pela transmissão do coronavírus.

Houve apenas um obstáculo. Nenhum estudo mostrou que as barreiras de plástico realmente contêm o vírus, disse Joseph Allen, da Harvard T.H. Chan School of Public Health.

“Gastamos muito tempo e dinheiro focados no teatro da higiene”, disse Allen. “O perigo é que não implantamos recursos para enfrentar a ameaça real, que é a transmissão aérea -- em dólares, mas também em tempo e atenção.”

Durante os primeiros meses de pandemia, autoridades de saúde apontavam gotículas como principais culpadas da transmissão, apesar de objeções de pesquisadores como Allen. Partículas ainda mais finas também podem espalhar o vírus, alertaram, o que significa que escudos de plástico não podem detê-las. Apenas no mês passado a Organização Mundial da Saúde e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA confirmaram totalmente a transmissão aérea.

Pesquisa recente do CDC constatou que barreiras entre carteiras ou mesas em escolas primárias da Geórgia não se correlacionavam com taxas de infecção mais baixas. Uso obrigatório de máscaras e melhorias de ventilação sim.

Um estudo publicado pela revista Science sugeriu que barreiras entre mesas podem até mesmo aumentar ligeiramente o risco de sintomas semelhantes aos de Covid. E uma pré-publicação no Japão relacionou a barreira de plástico a infecções em um escritório mal ventilado.

Esses estudos levantam a possibilidade irônica de que, quando os locais instalam muitos plásticos e impedem a ventilação, eles podem estar aumentando o próprio risco que estão tentando reduzir.

Funcionários de hospitais ainda usam protetores de plástico. Shira Doron, epidemiologista do Tuffs Medical Center em Boston, reconheceu que “não há pesquisa” que apoie o uso de barreiras de plástico contra a disseminação do coronavírus. “Não sabemos muito”, disse. Mas um princípio da prevenção de infecções, segundo ela, resume-se a: “Se pode ajudar, e faz sentido e não dói, então faça”.

John Macomber, conferencista sênior da Harvard Business School, apontou outros fatores que alimentaram o boom do escudo: barreiras de plástico eram conhecidas por combater germes em saladas. Eram relativamente baratas e provavelmente estavam dentro do orçamento e controle de um locatário de escritório ou gerente de escola. Também são altamente visíveis -- e reconfortantes.

“É como tirar os sapatos no aeroporto”, disse Macomber, que tem 30 anos de experiência em construção e imóveis. “Ou hotéis onde colocam papel em volta do assento do vaso sanitário para mostrar que a funcionária da limpeza esteve lá. As empresas tentam sinalizar que fizeram algo, mas esse algo não é necessariamente muito profundo.”

Com a queda do número de casos nos Estados Unidos, o mesmo ocorre com alguns escudos de plástico que estão sendo removidos, de acordo com relatos espalhados de restaurantes, academias e cassinos.

Há boas notícias nessa frente, disse Craig Saunders, presidente da Associação Internacional de Distribuição de Plásticos.

“É um termoplástico 100% reciclável”, disse ele. “Tudo se resume à logística” de recolhê-lo e despachá-lo para uma segunda vida pós-pandêmica.

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©2021 Bloomberg L.P.