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Escritora moçambicana Paulina Chiziane vence Prêmio Camões

·1 min de leitura

A escritora moçambicana Paulina Chiziane, de 66 anos, venceu a 33ª edição do Prêmio Camões, a mais prestigiosa honraria conferida a escritores lusófonos, oferecida pelos governos do Brasil e de Portugal. A informação foi confirmada ao GLOBO pela Biblioteca Nacional. O último brasileiro a levar o Camões foi Chico Buarque, em 2019.

Composto por seis intelectuais lusófonos — Jorge Alves de Lima e Raul Cesar Gouveia Fernandes (Brasil), Carlos Mendes de Souza e Ana Maria Martinho (Portugal), Tony Tcheka (Guiné-Bissau) e TeresaManjate (Moçambique) —, o júri destacou o "reconhecimento acadêmico e institucional" que a obra de Chiziane tem recebido e o comprometimento de seus livros com "os problemas da mulher moçambicana e africana".

Chiziane é um das escritoras africanas mais conhecidas internacionalmente. No Brasil, ela tem livros publicados pela Companhia das Letras ("Niketche") e pela Dublinense ("O alegre canto da perdiz"). A escritora receberá um prêmio de 100mil euros, divididos entre os governos do Brasil e de Portugal.

O Prêmio Camões de Literatura foi criado em 1988 pelos governos brasileiro e português, com o objetivo de consagrar um autor de língua portuguesa cuja obra tenha contribuído para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural lusófono. Nessas 33 edições, o prêmio contemplou nomes como Antonio Lobo Antunes, Mia Couto e José Saramago, além dos brasileiros Jorge Amado, Autran Dourado, João Cabral de Mello Neto, Rubem Fonseca, João Ubaldo Ribeiro, Ferreira Gullar, Alberto Costa da Silva e Raduan Nassar.

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