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Escritórios vazios, casas cheias: vírus também ameaça Internet

Scott Moritz
Foto: Getty Images

Com mais pessoas trabalhando de casa para evitar o coronavírus, a Internet vai falhar? Em uma análise rápida, provavelmente não. Mas interrupções não estão descartadas.

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Para proteger trabalhadores e ajudar a conter a propagação da Covid-19, empresas como Twitter e JPMorgan Chase têm recomendado a funcionários que podem trabalhar de casa a ficarem em casa. Ao todo, 42 milhões de norte-americanos, cerca de 29% da força de trabalho dos EUA, podem trabalhar de casa. E, com o fechamento de escolhas para deixar crianças fora de perigo, a pressão sobre redes domésticas aumenta.

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“O elo fraco da cadeia, onde o sistema pode ficar sobrecarregado, será a rede de banda larga doméstica”, disse Lisa Pierce, especialista em rede da Gartner. “As pessoas enfrentarão congestionamento, como na estrada, onde a velocidade cai de 100 quilômetros por hora para 30.”

Residências e bairros nos EUA atendidos por conexões com cabos de menor largura de banda e fios de cobre estarão entre os primeiros afetados. Famílias inteiras que compartilham um único sinal de Wi-Fi, todas conectadas ao mesmo tempo para trabalhar ou com TVs e tablets ligados para se manterem conectadas e entretidas, também podem enfrentar conexões mais lentas.

Rede forte

No geral, grandes redes de cabos de fibra óptica que atravessam os EUA continuarão em operação com o transporte do tráfego de internet entre cidades, segundo operadoras de telefonia dos EUA como AT&T e Verizon Communications.

“Como engenheiro, digo que teremos capacidade em nosso sistema que empregados e clientes precisam acessar em momentos como este”, disse Jeff McElfresh, diretor-presidente da AT&T Communications, que supervisiona serviços de telefonia fixa, sem fio e de TV. “Podemos fornecer a capacidade de trabalhar onde clientes precisam trabalhar e ajudá-los a continuar sendo produtivos.”

A confiança de operadoras de telefonia em suas redes se deve, em parte, ao fato de que o volume de tráfego não vai necessariamente mudar. O que vai mudar são os padrões. O tráfego terá origem mais em áreas residenciais e menos em escritórios com fortes conexões. As empresas de cabo e telefonia que fornecem banda larga doméstica podem enfrentar gargalos em nós da rede onde várias linhas convergem.

Entre os maiores congestionamentos de rede estariam serviços de vídeo e redes sociais, como Netflix, YouTube, Facetime e Skype, segundo Roger Entner, analista da Recon Analytics.

“O vídeo já representa 70% de todo o tráfego de rede”, disse. “No momento em que você adiciona videoconferência a todos os programas que as crianças assistem porque as escolas estão fechadas, pode ser um problema se todo mundo estiver tentando assistir ao mesmo tempo.”

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