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Escolas preparam reajuste de até 10% nas mensalidades para 2022

·2 min de leitura
  • Escolas preparam a maior alta de mensalidade desde início da Covid-19;

  • Mais da metade das escolas de ensino fundamental e médio planejam aumentar as mensalidades;

  • Matrículas do ano que vem também devem sofrer reajuste;

Em meio a pandemia da Covid-19, com um longo período de colégios fechados, o valor das mensalidades escolares ficou por muitas vezes sem alteração ou com reajustes modestos, mas dessa vez, segundo informações do Estadão, o ano de 2022 deve começar com um grandes aumentos em mensalidades e matrículas escolares, como efeito mais um dos efeitos da alta da inflação, revelou uma pesquisa feita em cinco estados do país.

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De acordo com pesquisa, mais da metade (53%) das escolas de ensino fundamental e médio planejam aumentar as mensalidades e as matrículas do ano que vem entre 7% e 10%, em enquete feita com 65 estabelecimentos em cinco estados do país da consultoria Meira Fernandes, especializada em educação, colhidas pelo Estadão.

Inflação é a grande interferência nos aumentos escolares

Com a inflação esperada para 2021 em 10,15%, segundo o Boletim Focus do BC, a expectativa de escolas e outros prestadores de serviços é incorporar aumentos de despesas de 2021 nos preços de 2022, segundo o Estadão. Entre elas, segundo especialistas ouvidos pelo jornal, estão despesas com equipamentos de proteção individual (EPI) para proteção da pandemia de Covid-19, plataformas de ensino remoto, entre outras.

Além disso, as escolas terão de ampliar os quadros de pessoal para cumprir a nova grade curricular do ensino médio prevista para 2022, que aumentou o número de disciplinas e a carga horária. Nas contas fornecidas ao jornal pelo consultor da Meira Fernandes, Rogério Caramante, os aumentos de custos das escolas hoje, no geral, variam entre 15% e 20%.

O reajuste da mensalidade escolar é considerado um dos principais canais de transmissão da inflação de um ano para o ano seguinte. “É a inércia inflacionária, a inflação de 2021 se materializando na inflação de 2022”, afirmou ao Estadão o economista André Braz, coordenador de índices de preços da Fundação Getúlio Vargas.

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