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Escolas particulares reabrem no município do Rio nesta segunda-feira para os ensinos fundamental e médio

Leticia Lopes
·3 minutos de leitura
Turmas reduzidas na volta às aulas em escolas particulares nesta segunda-feira
Turmas reduzidas na volta às aulas em escolas particulares nesta segunda-feira

No primeiro dia de volta às aulas, a Escola Nova, na Gávea, ainda está silenciosa, sem os ruídos característicos das escolas. A primeira aula de Educação Física presencial após quase seis meses de ensino remoto foi com apenas três alunos em quadra. As atividades começaram com um lembrete do professor Fábio Guzzo:

— Com as máscaras a nossa respiração fica mais difícil durante o exercício, então vamos devagar — disse.

A instituição de ensino da Zona Sul foi uma das primeiras escolas da cidade a retomar as atividades nesta segunda-feira, dia 14. Os colégios particulares estavam autorizados a reabrir para aulas presenciais nesta data, mas uma decisão liminar da Justiça do Trabalho suspendeu o decreto do governo do estado que autorizava a volta às aulas. Neste domingo, no entanto, uma nova decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) suspendeu a anterior, permitindo que as escolas reabram. O desembargador Carlos Henrique Chernicharo, do plantão judiciário do TRT, suspendeu os efeitos da liminar que impedia a retomada — prevista em decreto do estado para os ensinos fundamental e médio —, atendendo ao Sindicato dos Estabelecimentos de Educação Básica do Município do Rio de Janeiro (Sinepe-RJ).

Neste primeiro dia, voltaram ao colégio as turmas de 1º, 4º, 5º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio. Ainda que a decisão da Justiça permitindo a retomada das atividades tenha saído num domingo, a instituição conseguiu entrar em contato com pais, mães e responsáveis para avisar que a escola reabriria.

— Vamos dar uma semana para equilibrar as coisas. Acho que não vamos ter nem cem alunos. As turmas normalmente têm 30, e agora serão 8, num esquema de rodízio — contou a diretora-geral da unidade, Verinha Affonseca.

De acordo com a diretora, nem todos os membros da equipe vão retomar as atividades presenciais nesse momento. Algumas turmas continuarão com ensino híbrido, tanto com professores quanto com colegas à distância, acompanhando as aulas pela internet.

A primeira aluna a chegar à escola foi Catarina, de 13 anos, aluna do 8º ano. Acompanhada do pai, ela entrou animada na unidade, ainda tentando entender com os funcionários o “novo normal” do local, como todo o ritual na porta, de higienização das mãos e calçados e medição de temperatura. Os protocolos de saúde estabelecidos pelas autoridades foram destacados em nota enviada pelo Sinepe-RJ, em que afirma que os estabelecimentos de educação básica que desejarem reabrir estão liberados para retornar com as aulas presenciais.

— Foi muito ruim ficar longe, tendo aula online. Estou animada para rever meus amigos — disse.

— Avaliamos muito e pensamos pelo que vemos lá fora. Acredito que a escola está preparada para recebê-los — disse o pai da jovem, o livreiro Eduardo Gasparian, de 61 anos.

A empresária Patrícia Moreno, de 50 anos, levou o filho, Enrico, de 14 anos, que correu para entrar na escola:

— Hoje ele nem me deu trabalho para acordar, de tão animado! Ele estuda aqui desde o primeiro ano, são os amigos de uma vida toda. Foram meses difíceis — contou.

Falta de consenso

Na última quinta-feira, numa ação do Sindicato dos Professores (Sinpro-Rio), a 23ª Vara do Trabalho do Rio suspendeu o retorno até que se tivesse uma vacina contra a Covid-19 ou comprovação de que os estabelecimentos são seguros. A decisão foi chamada pelo desembargador do TRT de “descabida, inoportuna e ilícita”. Ele destacou que a medida do estado não condiciona o retorno à existência de vacina.

Apesar da mudança no tribunal, a prefeitura divulgou em nota que a rede privada não pode retomar as aulas devido a uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio, que suspendeu decreto municipal autorizando a reabertura. O município recorre ao STF. Mas a própria prefeitura afirma que não regula o retorno das atividades de creches e escolas particulares, apenas autorizando as condições sanitárias para o seu funcionamento.

Na rede pública estadual, o retorno é planejado para o dia 5 de outubro no caso dos alunos sem internet. Na rede municipal do Rio, não há previsão.