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Escolas públicas nos EUA processam redes sociais por danos à saúde mental

Na última sexta-feira (6), escolas norte-americanas entraram com uma ação contra as principais redes sociais, devido ao seu impacto na saúde mental de crianças e adolescentes. O sistema de Escolas Públicas de Seattle, no estado de Washington, possui mais de 49 mil alunos e 106 escolas.

Esta é a primeira vez que um distrito escolar acusa as big techs de incitarem crises de saúde mental nas plataformas — que incluem TikTok, YouTube, Facebook, Snapchat e Instagram. A ação visa responsabilizar os conglomerados por piorar a saúde mental dos alunos e incitar o cyberbullying. Eles esperam que o Tribunal Distrital dos EUA em Seattle mantenha as "penas máximas estatutárias e civis permitidas por lei".

O processo ainda inclui uma pesquisa que revela um aumento de 30%, entre 2009 e 2019, no número de alunos que se sentiam "tão tristes ou sem esperança quase todos os dias, por duas semanas ou mais seguidas, que [eles] pararam de fazer algumas atividades habituais".

"Esta crise de saúde mental não é acidental. É o resultado das escolhas deliberadas e ações afirmativas dos réus para projetar e comercializar suas plataformas de mídia social para atrair jovens", afirma o texto.

A ação acompanha uma movimentação do Congresso norte-americano de banir o TikTok e outras plataformas de mídia social entre jovens, devido a questões relacionadas à privacidade, vício em internet e o efeito negativo na saúde mental dos usuários.

Facebook sabe do prejuízo que suas plataformas causam

A ex-funcionária do Facebook, Frances Haugen, vazou documentos internos e relatos que comprovam que a rede social sabia dos prejuízos que causava e ainda assim priorizou o lucro no lugar de proteger os usuários de conteúdos nocivos (Imagem: Reprodução/ CBS News)
A ex-funcionária do Facebook, Frances Haugen, vazou documentos internos e relatos que comprovam que a rede social sabia dos prejuízos que causava e ainda assim priorizou o lucro no lugar de proteger os usuários de conteúdos nocivos (Imagem: Reprodução/ CBS News)

Em 2021, Frances Haugen, uma ex-funcionária do Facebook denunciou que a Meta sabia que o Instagram estava afetando meninas adolescentes negativamente, principalmente sobre a imagem corporal. Segundo Haugen, mesmo sabendo do impacto da plataforma na saúde mental dos usuários, a empresa optou por priorizar o lucro a proteger os usuários de conteúdos nocivos.

Em seu depoimento ao Senado dos Estados Unidos, a ex-executiva disse: “Eu acredito que os produtos do Facebook prejudicam crianças, acentuam a polarização e enfraquecem a nossa democracia. A liderança da empresa sabe como deixar o Facebook e o Instagram mais seguros, mas ela não fará as mudanças necessárias porque o lucro foi colocado acima das pessoas”.

Através de seu processo, as Escolas Públicas de Seattle esperam que as empresas sejam responsabilizadas e medidas sejam adotadas para amenizar as consequências — incluindo a implementação de recursos apropriados nas escolas, como serviços de aconselhamento, para ajudar os alunos.

Fonte: Canaltech

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