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Escolas em SP suspendem aulas após surto de Covid-19; MP pede explicações

João de Mari
·3 minuto de leitura
A student wearing a mask to curb the spread of the new coronavirus is given instructions on hand hygiene as she arrives for class at a private school in Brasilia, Brazil, Monday, Sept. 21, 2020. Private schools, closed since the second half of March due to the COVID-19 pandemic, have reopened their doors. Returning to school is optional and online classes continue for students who choose to stay at home watching classes via remote education. (AP Photo/Eraldo Peres)
No dia seguinte, foi a vez do Colégio Farroupilha, também em Campinas, suspender as aulas presenciais até o dia 14 de fevereiro após uma professora e sua filha, ambas da Educação Infantil, testarem positivo. (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

Duas escolas no interior de São Paulo suspenderam as aulas presenciais nesta semana após registrarem um surto de Covid-19 entre alunos e funcionários. Na quarta-feira (3), o colégio particular Maria Imaculada, localizada na capital paulista no bairro do Paraíso, registrou dois alunos com a doença e também anunciou a suspensão.

Em Campinas, a escola particular Instituto Educacional Jaime Kratz anunciou a suspensão na segunda-feira (1º), apenas uma semana após a volta às aulas. Em um comunicado enviado aos pais dos alunos, a instituição chegou a afirmar que 34 funcionários testaram positivo para a doença.

As aulas presenciais haviam sido retomadas no dia 25 de janeiro por meio de rodízio, ou seja, com 35% dos alunos presentes. Ao todo, 1,3 mil estudantes estão matriculados na instituição. Agora, o ensino remoto segue até 18 de fevereiro, diz a escola.

No dia seguinte, foi a vez do Colégio Farroupilha, também em Campinas, suspender as aulas presenciais até o dia 14 de fevereiro após uma professora e sua filha, ambas da Educação Infantil, testarem positivo.

Na capital paulista, o colégio particular Maria Imaculada enviou um comunicado ao pais dos alunos nesta quarta-feira (3) informando que dois alunos testaram positivo para a Covid-19 e que, por este motivo, suspenderam as aulas presenciais até o dia 12 de fevereiro.

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O Ministério Público (MP) pediu explicações para as instituições em Campinas, que têm até 10 dias para enviar detalhes ao órgão.

De acordo com o pedido do promotor Rodrigo Augusto de Oliveira, o Jaime Kratz, o Colégio Farroupilha e a Diretoria de Ensino devem informar em até 10 dias detalhes sobre as transmissões e os protocolos de segurança sanitária adotados pelas escolas para prevenção à disseminação do coronavírus.

O promotor solicitou ainda que a Vigilância Sanitária faça uma vistoria nas duas escolas, com envio do respectivo relatório ao MP.

Volta às aulas presenciais

No dia 22 de janeiro, o governo de São Paulo anunciou o adiamento da volta às aulas presenciais nas escolas estaduais, marcada para acontecer no próximo dia 1º de fevereiro para o dia 8 de fevereiro. A medida aconteceu após o aumento de casos do novo coronavírus.

Porém, escolas particulares seguem autorizadas a retomar suas atividades no primeiro dia de fevereiro. Quanto ao âmbito municipal, a decisão fica por conta das prefeituras. Na capital paulista, as escolas da rede municipal podem reabrir, a princípio, a partir de 1º de fevereiro. As aulas presenciais devem retornar efetivamente no próximo dia 15.

A Secrtaria de Educação informou que o retorno das aulas presenciais da rede municipal estão previstas para retomarem no dia 1º de março, desde que a cidade esteja na fase amarela do Plano São Paulo e todos os protocolos de segurança sanitária serão cumpridos. Em relação as redes particular e estadual, as escolas seguem o que determina o Plano São Paulo.