Mercado fechado

Escola do futuro pode ser construída por impressora em menos de uma semana

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
(Foto: Thinking Huts)
(Foto: Thinking Huts)

Nem bem começamos 2021 e já temos uma boa notícia na área de educação.

Até o final do ano, a primeira escola feita por impressora 3D no mundo estará disponível para os alunos de uma comunidade de Madagascar.

Com uma boa velocidade na construção e um modelo altamente replicável, essa pode ser uma alternativa para locais que enfrentam falta de unidades educacionais.

O arquiteto Amir Mortazavi, envolvido no projeto, disse que a tecnologia utilizada no campus da Universidade de Fianarantsoa permite construir escolas em menos de uma semana, incluindo as fundações e as partes de elétrica e hidráulica.

O projeto foi concebido pela ONG Thinking Huts, que tem o objetivo de aumentar o acesso global à educação por meio da impressão 3D.

Leia também:

O projeto piloto da escola é baseado num favo de mel em que cada nó poligonal é um cômodo aberto, com banheiros pequenos, janelas, um espaço de closet e duas entradas largas, além da ventilação reforçada. E tudo isso feito com tecidos típicos de Madagascar e com materiais locais, fortalecendo o laço da escola com a região.

Esses favos, explica o arquiteto, podem ser combinados para formar grupos ou simplesmente ficarem separados. Assim, cada unidade seria uma sala de aula com disciplinas distintas ou com faixas etárias diferentes, além de alojamentos para professores e para os próprios estudantes.

Construção

A escola será construída por uma máquina que canaliza camadas suaves de material semelhante ao concreto, formando a estrututa com janelas, portas etc. Segundo o estúdio Mortazavi, a impressão 3D será mais barata do que a obra convencional, além de ter a vantagem de ser facilmente utilizada em locais de difícil acesso e também de ter um treinamento operacional mais fácil.

Mortazavi disse que o estúdio pode deixar a impressora 3D com os responsáveis em Madagascar. “Assim, eles podem imprimir escolas em todo o país conforme necessário”, falou.

“Podemos usar isso como um estudo de caso. Então podemos ir para outros países e treinar os tecnólogos locais para usar a impressora 3D e começar uma organização sem fins lucrativos lá para poder construir escolas”, finaliza o arquiteto.