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Escassez de suprimentos pode frear recuperação econômica da Alemanha

·3 minuto de leitura
Funcionário trabalha na linha de montagem de um carro elétrico da Volkswagen em Dresden, Alemanha, 8 de junho de 2021

As dificuldades para obter peças eletrônicas, além de suprimentos de plásticos e aço, podem frear a desejada recuperação da indústria alemã depois do severo impacto da pandemia do coronavírus, advertem especialistas.

Vários indicadores decepcionantes conhecidos nesta terça-feira (8) confirmam as advertências feitas há várias semanas pelos setores automobilístico, da construção ou maquinário.

Após uma alta quase ininterrupta em 2020 depois do primeiro confinamento, a produção manufatureira alemã caiu 1% em abril.

Outro sinal de preocupação é que as expectativas dos investidores em junho registraram uma queda surpreendente de 4,6 pontos, a 79,8 pontos, contradizendo as previsões de alta feitas pelos analistas, segundo o barômetro ZEW.

A escassez de diferentes materiais "entrava a retomada econômica", destacou a chanceler alemã, Angela Merkel, na segunda-feira, por ocasião da inauguração, no leste da Alemanha, de uma importante fábrica de dispositivos eletrônicos, que é um dos elementos mais cobiçados pela indústria.

As instalações abertas pelo grupo Bosch, que realiza assim um dos investimentos mais fortes da sua história, não serão suficiente para acalmar os fabricantes de automóveis, que trabalham com lentidão por falta de semicondutores para equipar os veículos.

A produção do setor caiu 5,6% em março/abril com relação aos meses de janeiro/fevereiro, após vários meses de alta, segundo cifras divulgadas nesta terça-feira.

O setor da construção também sofre com a falta de materiais de construção, o que fez sua produção cair 4,3% em abril.

Em uma pesquisa com 1.600 membros, a federação dos promotores imobiliários de Berlim e região mostrou recentemente que 90% deles careciam de madeira, aço ou material isolante, o que ameaça parar algumas obras.

- Soberania -

A Alemanha iniciou há algumas semanas a suspensão progressiva de suas restrições sanitárias, aproveitando-se da relativa calma na área sanitária, o que gera esperanças de um retorno rápido ao crescimento.

No entanto, a carência de alguns materiais ou elementos da produção "freia o impulso da recuperação econômica", diz o Instituto econômico IW, em um relatório publicado em maio.

"As cifras decepcionantes [da indústria] destacam que o início da recuperação da economia é instável", afirma Carsten Brzeski, economista da ING.

"Deveríamos chegar a um segundo trimestre com crescimento", avalia Jens-Oliver Niklasch, do banco LBBW, mas não será "o forte impulso esperado ao final da pandemia".

O governo alemão continua se mostrando otimista, esperando um reequilíbrio progressivo da oferta e da demanda.

Para o ano completo, o crescimento da economia alemã poderia chegar a 4%, mais do que as projeções iniciais de 3,5%, disse o ministro da Economia, Peter Altmaier.

Os problemas de abastecimento estão especialmente relacionados com a forte reativação pós-pandemia na China e nos Estados Unidos.

Diante desta situação, o lobby dos industriais alemão BDI pediu ao fim de maio à União Europeia para "reforçar suas capacidades" de produção no continente.

A chanceler Angela Merkel também pediu para se "trabalhar a favor de uma soberania maior" em alguns campos, como "a microeletrônica".

- Medo da inflação -

Os problemas de abastecimento causam alta nos preços da produção, o que ao final da cadeia traz o risco de afetar os consumidores.

Em uma pesquisa publicada pelo jornal econômico Handelsblatt, dois industriais em cada três consideravam que uma alta de preços deste tipo é um "risco" para sua atividade.

A inflação alemã já observou em maio uma aceleração maior em dez anos, a 2,5% em um ano, em um país alérgico a este fenômeno por razões históricas, políticas e econômicas.

A alta dos preços será abordada nesta quinta-feira na reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que a considera temporária e relacionada com a recuperação do consumo.

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