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Escassez de chuvas impediu crescimento econômico, segundo FGV

·3 min de leitura
FILE - Feb 1st 2015 - Dog walks on cracked soil of the exposed basin of the Jaguari-Jacare�� dam in Bragan��a Paulista, around 100 km northeast of S��o Paulo. After the two years of unusual, yet expected, drought in the state of S��o Paulo, Brazil, the Cantareira System, the main water supply system of the country's largest city (made of 4 large dams connected), threatens to collapse with near 5% of its full capacity, while the government denies to declare official shortage in the state (Photo by Gustavo Basso/NurPhoto) (Photo by NurPhoto/NurPhoto via Getty Images)
FILE - Feb 1st 2015 - Dog walks on cracked soil of the exposed basin of the Jaguari-Jacare�� dam in Bragan��a Paulista, around 100 km northeast of S��o Paulo. After the two years of unusual, yet expected, drought in the state of S��o Paulo, Brazil, the Cantareira System, the main water supply system of the country's largest city (made of 4 large dams connected), threatens to collapse with near 5% of its full capacity, while the government denies to declare official shortage in the state (Photo by Gustavo Basso/NurPhoto) (Photo by NurPhoto/NurPhoto via Getty Images)
  • Se nível de chuvas seguisse média histórica, o PIB brasileiro cresceria 5 vezes mais, diz FGV;

  • Com aumento de recursos hídricos, o crescimento poderia ser de 2% ao ano;

  • Responsável pelo estudo diz que efeito é causado por "má sorte" e "políticas ruins";

Um estudo publicado pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV) nesta quarta-feira (17), conclui que se o nível de chuvas no Brasil nos últimos dez anos tivesse seguido a média histórica de 1980 a 2019, de 1.457 mm, o Produto Interno Bruto (PIB) médio anual do país teria crescido cinco vezes mais, segundo relatou a pesquisa reproduzida pela CNN Brasil.

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O fato acontece porque o Brasil depende muito da água como insumo produtivo para a manutenção e crescimento da economia: 70% da energia fornecida vem das hidrelétricas e o setor agropecuário tem uma das maiores fatias do PIB. O Produto Interno Bruto brasileiro cresceu em média 0,4% ao ano de 2012 a 2021, e com o aumento do recurso hídrico, segundo a FGV, esse valor poderia ter chegado a 2% ao ano.

Responsável pelo estudo diz que efeito é causado por "má sorte" e "políticas ruins"

O macroeconomista e responsável pelo estudo, Bráulio Borges, foi entrevistado pela CNN Brasil e explicou que de 2012 a 2021, o Brasil teve uma “década perdida” em termos de desempenho do PIB. Isso porque além do fim do superciclo de commodities em 2011 – alta dos preços de exportações, que gerou um maior rendimento dos exportadores e, por fim, aumento das receitas fiscais do Estado, passando de R$ 166 bilhões em 2000 para R$ 386 bilhões em 2011 -, as chuvas ficaram muito abaixo da média.

A média histórica era de 1.457 mm ao ano, e desde 2012, a média de chuvas anual em milímetros ficou abaixo desse valor. “O Brasil depende muito da água como insumo produtivo, muito mais do que outras economias. Nos últimos dez anos, 70% da energia fornecida veio das hidrelétricas. O setor agropecuário também tem impacto muito grande na economia brasileira. E ambos dependem de recurso hídrico”, concluiu Borges na entrevista a CNN Brasil.

De acordo com a análise da pesquisa divulgada pela FGV, dois fatores podem ter resultado nessa estagnação de crescimento na última década: “má sorte”, o que consiste em fatores externos e que escapam do controle, e por fim, as “políticas ruins”, baseadas nas decisões econômicas e de políticas públicas tomadas pelo Estado no período.

Para Borges, a situação do Brasil é uma mistura desses dois fatores. “Podemos dizer que é má sorte, por ser um fator externo, mas abre margem para a gente questionar o fato de o Brasil e o mundo terem negligenciado a questão ambiental. Os países que mais perdem com a mudança climática, e isso está em diversos estudos, são os que estão abaixo da linha do equador”, concluiu o pesquisador à CNN Brasil.

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