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Escassez do Bitcoin aumenta e R$ 30 bilhões saem das corretoras, o que está acontecendo?

Analistas observando Bitcoin.
Analistas observando Bitcoin.

O escândalo e colapso da terceira maior corretora de criptomoedas do mundo, a FTX, fez com que investidores corressem para tirar suas criptomoedas de exchanges, movimento que está aumentando a escassez do bitcoin.

De acordo com a Nansen, provedora de dados on-chain, um total de US$ 5,4 bilhões, cerca de 30 bilhões de reais, saíram das corretoras de criptomoedas na última semana.

Conforme estudo da empresa, só a Binance, a maior corretora do mercado, responde por US$ 2,3 bilhões dessas retiradas, cerca de 12.4 bilhões de reais.

Embora a Binance não esteja enfrentando nenhum rumor de insolvência, o crash da FTX fez com que os investidores perdessem a confiança nas corretoras, preferindo retirar os fundos e guardar em carteiras próprias.

Depois da Binance, a corretora Gemini é a segunda que mais viu saídas nos últimos 7 dias, com US$ 679 milhões retirados da plataforma.

A empresa está passando por um período conturbado, já que tem exposição na Genesis, plataforma que pausou saques recentemente por ter ligação com a FTX.

Antes de a FTX quebrar, os investidores conseguiram sacar US$ 591 milhões em criptomoedas. Agora, porém, ninguém consegue sacar criptomoedas da plataforma.

O que está acontecendo?

A saída de bitcoins e outras criptomoedas das corretoras faz sentido, já que historicamente, 14 plataformas que faliram levaram dos investidores cerca de 1.195 milhão de bitcoins, o que representa 6,3% do total de bitcoins em circulação.

A nova onda de saques disparou nas últimas semanas, com usuários sacando massivamente seus ativos das exchanges, resultando em uma revelação de quais empresas estão ou não solventes.

Os investidores estão reagindo ao colapso da FTX retirando bitcoins e outras criptomoedas das exchanges para carteiras de auto-custódia.

As exchanges tiveram uma das maiores quedas líquidas de saldo de bitcoin da história, com 72,9 mil bitcoins ficando fora de circulação nos últimos sete dias. Segundo a Glassnode, isso se compara a apenas três períodos no passado: abril de 2020, novembro de 2020 e junho a julho de 2022.

Em meio aos saques em massa, algumas corretoras suspenderam temporariamente os depósitos e retiradas, criando ainda mais desconfiança por parte dos usuários.

Enquanto isso, as exchanges estão tentando evitar a crise de liquidez, mostrando relatórios para tentar provar liquidez. Mas não está funcionando.

Logo após a FTX falir, as corretoras Crypto.com e OKX criaram painéis de “prova de reservas” mostrando números que supostamente eram de suas reservas. No entanto, um total de US$ 850 milhões saiu das mesmas corretoras em um intervalo de dois dias, com usuários reclamando de atrasos de saques.

Com medo de serem vítimas da próxima FTX, os investidores parecem estar criando um apocalipse de liquidez onde podem. E embora as empresas possam criar painéis de liquidez, especialistas do setor dizem que provas de reserva são apenas números, inclusive, a FTX tinha um e seu CEO dizia o tempo todo que a empresa estava líquida, o que se mostrou uma inverdade quando os usuários começaram a pedir saques.

Os usuários que estão tirando seus bitcoins de corretoras, portanto, estão certos, e atuando conforme o princípio básico do bitcoin, de não confiar em terceiros. A ação é recomendada pelos maiores especialistas do mercado, mas costuma ser ignorada por vários traders.

Fonte: Livecoins

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