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Escócia pode vender títulos pela primeira vez com ‘kilts’ verdes

Greg Ritchie
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O governo da Escócia estuda captar fundos nos mercados de capitais pela primeira vez, antes de eleições que podem criar outro impasse com o Reino Unido em torno da independência.

O governo em Edimburgo tem capacidade de emitir dívida - chamada de “kilts” como referência aos “gilts”, os títulos soberanos do Reino Unido - desde 2015 sob as regras britânicas para descentralizar o poder. Mas por enquanto a Escócia tem adiado a decisão, segundo documentos internos vistos pela Bloomberg, pois autoridades concluíram que a venda de títulos não fazia sentido do ponto de vista financeiro.

No entanto, a ideia começa a ser levada mais a sério pela legenda na liderança, o Partido Nacional Escocês (PNE), que vê a possibilidade de outro referendo sobre a saída do Reino Unido se conseguir maioria pró-independência nas eleições parlamentares de maio. O país vai trabalhar em estreita colaboração com investidores em uma série de opções, como títulos garantidos pelo governo para financiar suas metas de zerar as emissões, segundo um porta-voz.

“Como isso seria emitido por um governo com o objetivo declarado de secessão, a postura fiscal geral de uma Escócia teoricamente independente será crucial para precificar isso”, disse Ross Hutchison, diretor de investimentos da Aberdeen Standard Investments, em Edimburgo. “O elemento verde é uma reviravolta interessante e pode, claro, atrair muito interesse de investidores.”

A pressão para que a Escócia se torne verde com seu primeiro título pode crescer antes da próxima grande cúpula das Nações Unidas sobre mudança climática em novembro, que o país vai sediar em Glasgow. Essa reunião acelerou os planos para o primeiro gilt verde do Reino Unido, pois o governo britânico está atrasado em relação à Alemanha e França no boom de finanças sustentáveis.

Embora a dívida subnacional na Europa seja menos desenvolvida do que o mercado municipal dos EUA, outros países com movimentos nacionalistas, como as regiões basca e catalã na Espanha, além de vários estados alemães, já fizeram emissões. Esses títulos são populares entre investidores, porque normalmente oferecem rendimento maior em comparação com a dívida nacional por uma solvência semelhante, com base de que o estado central não permitirá que parte de seu país se torne inadimplente.

Por enquanto, as discussões sobre a emissão de dívida estão em estágio inicial e provavelmente não avançarão muito até as eleições em 6 de maio. Pesquisas de opinião sugerem que a primeira-ministra Nicola Sturgeon, do PNE, “tem uma chance de 50-50” de garantir apenas sua segunda maioria nas eleições de maio, de acordo com John Curtice, especialista do Reino Unido.

O referendo de independência da Escócia realizado em 2014 só recebeu sinal verde do então primeiro-ministro David Cameron depois que o PNE obteve maioria no parlamento em 2011. Os eleitores rejeitaram deixar o Reino Unido por 55% a 45% após promessas de mais autonomia, incluindo poder de financiamento.

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