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Escócia pedirá novo referendo de independência após eleições de 2021

·2 minuto de leitura
Nicola Sturgeon participa de uma reunião no Parlamento da Escócia em 26 de novembro de 2020, em Edimburgo

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, que é pró-independência, garantiu a seus apoiadores nesta segunda-feira (30) que pedirá ao governo britânico autorização para organizar um segundo referendo sobre a autonomia do país se seu partido vencer as eleições regionais de maio.

A chefe do Executivo escocês e líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP) se dirigiu às bases do partido durante um congresso anual, realizado este ano por videoconferência devido à pandemia. Ela garantiu que aproveitará as eleições legislativas regionais de 2021 para defender o direito da Escócia, nação de 5,5 milhões de habitantes, de decidir seu futuro.

"No próximo mês de maio pediremos a vocês, povo da Escócia, que depositem sua confiança em nós para continuar esta tarefa de construir um país melhor", disse ela.

"Pedirei sua autoridade, a de mais ninguém, para realizar um referendo sobre a independência legal na primeira parte da nova legislatura", afirmou.

"E então, coletivamente, poderemos responder a essas questões fundamentais que levantei hoje, quem é o mais adequado para liderar a recuperação da Escócia e construir um futuro melhor", acrescentou.

A Escócia realizou um referendo de independência em 2014, no qual 55% dos escoceses votaram pela permanência no Reino Unido. Na época, o principal argumento contra a separação era o risco de ficar fora da União Europeia.

Porém, ironicamente, após a vitória do Brexit em outro referendo dois anos mais tarde, a Escócia acabou sendo arrastada para fora do bloco com o resto do Reino Unido, apesar de ter rejeitado amplamente essa opção.

Sob o argumento de que esse cenário muda as coisas, Sturgeon prometeu exigir um segundo referendo, ao qual o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, se opõe veementemente.

O SNP registrou um grande avanço eleitoral nas eleições gerais britânicas de 2019 para o Parlamento de Londres, conseguindo 47 (contra 35 até então) dos 59 assentos eleitos na Escócia.

Agora espera conquistar a maioria absoluta no Parlamento de Edimburgo, impulsionada pelo Brexit e pela boa aceitação pública de sua gestão da pandemia do coronavírus, enquanto o governo britânico de Boris Johnson sofreu críticas por sua política errática.

Pesquisas realizadas nos últimos meses mostraram que a maioria dos escoceses apoia a independência.

csp-acc/pc/ic/mvv