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Escândalo: funcionário da EA estaria vendendo cards raros de FIFA a jogadores

Felipe Demartini
·3 minuto de leitura

A Electronic Arts disse estar investigando um suposto escândalo no modo FIFA Ultimate Team, presente em sua série de títulos de futebol. O caso foi detonado na madrugada desta quinta-feira (11) quando diferentes relatos de jogadores apontaram que um funcionário da própria empresa estaria vendendo cartas icônicas de atletas diretamente aos jogadores, por valores que ultrapassariam US$ 2 mil.

As denúncias, que ganharam até sua própria hashtag, a #EAGATE, acompanham diferentes capturas de tela de conversas entre o suposto funcionário e possíveis clientes, com negociações que acontecem por mensageiros como Discord, WhatsApp e Facebook Messenger. Os cards seriam entregues todas as segundas diretamente às contas dos jogadores, nos consoles e PC, de acordo com o valor pago e a raridade desejada. Imagens de perfis de usuários com múltiplos cards raríssimos também são exibidas como prova do esquema.

Em alguns casos, seria possível adquirir até mesmo cartas específicas. Aquelas que registram momentos da carreira do brasileiro Ronaldo, por exemplo, seriam as mais caras, saindo por até US$ 2,5 mil, enquanto as do neerlandês Ruud Gullit são negociadas a US$ 1 mil. Os registros indicam ainda que os funcionários da EA responsáveis pelas vendas e entregas dos cards estariam baseados na Europa, uma vez que todas as negociações são feitas em euros.

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As provas de fraude aparecem também em uma análise das próprias cartas, que quando trocadas, exibem sempre a identificação do dono anterior, responsável pela obtenção original. Na análise feita por jogadores e criadores de conteúdo de FIFA, entretanto, muitos dos perfis que estariam envolvidos na compra dos cards aparecem como os donos originais dos itens, o que reforça a possibilidade de que um funcionário da Electronic Arts estaria carregando os artigos diretamente às contas de seus clientes.

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O modo FIFA Ultimate Team tem um funcionamento semelhante ao dos velhos álbuns de figurinha, com os jogadores obtendo ou adquirindo pacotes de cartas aleatórias e com diferentes níveis de raridade e atributos, que podem ser usadas de forma combinada em um time e se transformaram em conteúdo para os criadores, com vídeos de reação à abertura dos conjuntos. Cards de atletas históricos e seus momentos, claro, são raríssimos — milhares de dólares em packs pagos, ou uma sorte absurda, são necessárias na obtenção de múltiplas unidades destas, o que torna o escândalo ainda mais grave.

Em comunicado oficial sobre o assunto, a EA disse estar ciente das alegações dos jogadores e que abriu uma investigação oficial sobre o caso. Para a companhia, esse tipo de comportamento é inaceitável e, caso condutas impróprias sejam identificadas, as ações devidas serão tomadas pela companhia, que também disse entender como o caso gera incertezas sobre o sistema. Ela prometeu divulgar atualizações assim que estiverem disponíveis.

Fonte: Canaltech

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