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ESA tem sucesso em 1º teste de alta altitude com paraquedas da missão ExoMars

·3 minuto de leitura

A missão ExoMars, desenvolvida em conjunto entre as agências espaciais europeia (ESA) e a russa (Roscosmos), levará o rover Rosalind Franklin e a plataforma de superfície Kazachok para buscar sinais de vida em Marte, com previsão para ser lançada em setembro de 2022. Depois de nove meses de viagem, o módulo de pouso chegará ao Planeta Vermelho e precisará desacelerar durante sua entrada na atmosfera; para isto, contará com dois paraquedas, que obtiveram sucesso durante os dois últimos testes de queda em alta altitude, realizados entre os dias 24 e 25 de junho na Suécia.

O processo de desaceleração de um módulo durante a descida ao planeta será um dos momentos mais cruciais da missão. Isso requer um escudo térmico, dois paraquedas principais e um sistema de propulsão de foguete acionado 20 segundos antes do toque final na superfície. O paraquedas principal do primeiro estágio tem 15 metros de largura e teve um ótimo desempenho em velocidades supersônicas durante o teste, enquanto o paraquedas do segundo estágio, com 35 metros, apresentou algumas falhas, embora tenha cumprido seu papel de desacelerar a plataforma conforme o esperado.

O paraquedas principal do primeiro estágio, com 15 metros de largura, abrindo-se perfeitamente em velocidades supersônicos durante teste em 24 de junho (Imagem: Reprodução/ESA)
O paraquedas principal do primeiro estágio, com 15 metros de largura, abrindo-se perfeitamente em velocidades supersônicos durante teste em 24 de junho (Imagem: Reprodução/ESA)

Após uma série de testes de queda sem sucesso entre 2019 e 2020, aprimorar e avaliar estes paraquedas tem sido uma prioridade para a equipe da missão ExoMars. No ano passado, o projeto foi aperfeiçoado durante testes de extração dinâmica em solo e de rápido retorno no Laboratório de Propulsão a Jato, da NASA. Como garantia, a ESA encomendou, antes dos dois últimos testes no mês passado, paraquedas reservas com a fabricante Airborne Systems — a mesma empresa que desenvolveu o sistema de paraquedas do Perseverance.

Os testes foram realizados nas instalações da Swedish Space Corporation Esrange, na cidade de Kiruna, na Suécia, e em cada um deles um módulo de descida simulado foi elevado a uma altitude de 29 km por um balão estratosférico de gás hélio. O primeiro, realizado em 24 de junho, buscou validar o paraquedas supersônico. Já o segundo, na noite do dia 25, o paraquedas subsônico. Durante os dois testes, foi aplicada a carga total esperada durante a entrada, descida e pouso da missão em Marte. “Estamos muito felizes em informar que o primeiro paraquedas principal teve um desempenho perfeito: temos um design de paraquedas supersônico que pode voar até Marte”, disse Thierry Blancquaert, líder da equipe do programa.

Sequência de implantação do paraquedas ExoMars durante a descida da plataforma de superfície da missão ExoMars, prevista para pousar em Marte 2023 (Imagem: Reprodução/ESA)
Sequência de implantação do paraquedas ExoMars durante a descida da plataforma de superfície da missão ExoMars, prevista para pousar em Marte 2023 (Imagem: Reprodução/ESA)

Embora o desempenho do segundo paraquedas não tenha sido perfeito, ele se mostrou melhor do que os testes anteriores, graças as modificações que foram executadas para este. Agora, a equipe examinará com mais atenção a origem da anomalia antes de finalizar as configurações para os próximos dois testes, previstos para outubro ou novembro deste ano. Durante várias semanas o mau tempo e os fortes ventos impediram que estes dois testes fossem executados. “Estávamos nos blocos iniciais vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, esperando que uma janela de teste adequada se abrisse por um mês”, relatou Thierry.

Os dados de telemetria obtidos em tempo real durante os testes ajudarão a equipe a correlacionar a implantação dos paraquedas principais e os modelos de inflação, garantindo que eles se abram no momento certo. Agora o trabalho se concentrará em solucionar a falha do segundo paraquedas para, então, executar mais uma rodada de testes de queda em alta altitude.

Fonte: Canaltech

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