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ESA quer criar constelação de satélites na Lua para apoiar missões presenciais

·2 minuto de leitura

A Agência Espacial Europeia (ESA) prevê que, em breve, a Lua irá se tornar um destino agitado, já que diversos países e empresas planejam missões para lá. Então, para proporcionar suporte de navegação e telecomunicações para os futuros exploradores lunares, a ESA começou a desenvolver a constelação de satélites chamada Moonlight, que ficará na órbita da Lua. Se tudo correr conforme o planejado, o sistema pode começar a funcionar no fim da década de 2020.

A ideia é que a constelação ajude a tornar mais barata e fácil a economia envolvendo as atividades lunares, já que uma rede de navegação e telecomunicações para a transmissão de aprendizados valiosos lunares será essencial para a sustentabilidade de missões futuras e, quem sabe, além: “Como todos nós nos acostumamos a reuniões virtuais, quem sabe? Poderíamos realizar chamadas via Skype na Lua”, propôs Elodie Viau, diretora de telecomunicações e aplicações integradas da ESA.

As empresas SSTL e Telespazio lideraram dois consórcios para desenvolver os conceitos de uma constelação de navegação e telecomunicação na Lua (Imagem: Reprodução/ESA)
As empresas SSTL e Telespazio lideraram dois consórcios para desenvolver os conceitos de uma constelação de navegação e telecomunicação na Lua (Imagem: Reprodução/ESA)

Até o momento, a agência espacial fechou dois contratos para estudar a viabilidade do projeto no próximo ano, e deverá também escolher algumas soluções técnicas. “A ideia é que seja um dos projetos que vamos levar ao conselho dos estados membros da ESA em 2022, para propormos que seja implementado”, disse David Parker, diretor de exploração humana e robótica na Lua. Segundo ele, é possível que o projeto comece a ser desenvolvido a todo vapor já no início de 2023, para operar em apenas quatro ou cinco anos.

A constelação de navegação lunar deve ter entre três e quatro satélites, mas este número pode aumentar se for necessário: “no momento, nosso objetivo é que a constelação seja capaz de permitir precisão de 100 m, mas achamos possível chegar a 30 m”, disse Paul Verhoef, diretor de navegação na ESA. O sistema provavelmente será operado pelo setor privado, que poderá vender o serviço tanto à ESA quanto a outros clientes interessados. Além disso, a agência pode aproveitar também os satélites que já estão na órbita terrestre para enviar dados importantes aos veículos na Lua. “Podemos combinar o uso deles em um receptor para determinar a posição de um veículo na Lua”, sugeriu.

Hoje, uma única missão lunar iria exigir uma rede de grandes antenas instaladas na Terra para determinar a posição de um orbitador ou de um lander. Verhoef vê este sistema como uma forma lenta e cara demais para realizar estas ações — isso sem considerar a precisão dos dados de posicionamento na Lua, que é bem diferente da precisão proporcionada pelos sistemas que usamos na Terra. Então, se houver um sistema de navegação de satélites na órbita lunar, os veículos que se aventurarem por lá no futuro iriam precisar somente de receptores e altímetros para chegar lá em segurança.

Fonte: Canaltech

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