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Agência Espacial Europeia amplia esforços de proteção da Terra contra asteroides

·3 minuto de leitura

Há anos, a Agência Espacial Europeia (ESA) se dedica a detectar e monitorar qualquer objeto espacial que se aproxime perigosamente da Terra, como os asteroides. E, neste último domingo (10), a ESA inaugurou seu mais novo Gabinete de Defesa Planetária, o qual, além de construir novos telescópios terrestres para esse propósito, fortalecerá o trabalho internacional voltado às missões espaciais de proteção do planeta.

Desde 2019, quando a ESA inaugurou seu programa de Segurança Nacional, os Defensores Planetários trabalham na construção de telescópios terrestres de última geração com o propósito de monitorar os céus em busca de objetos próximos do planeta. No entanto, quando se trata de defesa planetária, é necessário um esforço global. O Centro de Coordenação de Objetos Próximos à Terra (NEOCC, na sigla em inglês) chega como uma ferramenta de cooperação internacional.

Escritório do NEOCC, sediado em Frascati, Itália (Imagem: Reprodução/ESA)
Escritório do NEOCC, sediado em Frascati, Itália (Imagem: Reprodução/ESA)

O diretor geral da ESA, Josef Aschbacher, explicou que o NEOCC mantém contato regular com todas as principais organizações voltadas para o monitoramento de asteroides, desde o Escritório de Coordenação de Defesa Planetária da NASA até comitês apoiados pela ONU, dedicados a coordenar esse esforço global. “O NEOCC mostra que a Europa e a ESA, em particular, podem trazer algo substancial e indispensável para a mesa", acrescentou Aschbacher.

O NEOCC também reunirá os dados adquiridos pelos telescópios do projeto Flyeye, da ESA, atualmente em desenvolvimento no Chile, para a observação de pequenos asteroides próximos à Terra. O chefe interino do Gabinete, Detlef Koschny, ressaltou que o centro atuará como uma “roleta russa”, classificando asteroides de acordo com suas chances de impacto, bem como os agrupamentos de todas as observações destes objetos para traçar com maior precisão suas órbitas.

Concepção artística do futuro Observatório Flyeye (Imagem: Reprodução/ESA)
Concepção artística do futuro Observatório Flyeye (Imagem: Reprodução/ESA)

A riqueza de dados sobre um objeto espacial é fundamental para determinar sua trajetória no Sistema Solar e, assim, determinar se seu caminho cruzará com o da Terra. Segundo o gerente do NEOCC, Lucas Conversi, “como quase sempre acontece, quanto mais entendemos o caminho de um objeto, mais certeza temos de que ele não atingirá a Terra”. Além disso, Conversi acrescentou que o planeta deve estar preparado para um cenário de impacto iminente.

O centro estabelecerá uma rede de informações sobre as órbitas dos asteroides, monitoramento de possíveis impactos, análises de risco, bem como medidas de mitigação para o caso de um impacto inevitável.

Esta montagem revela os tamanhos relativos de alguns asteroides conhecidos, alguns deles poderão ser o alvo de futuras missões (Imagem: Reprodução/ESA)
Esta montagem revela os tamanhos relativos de alguns asteroides conhecidos, alguns deles poderão ser o alvo de futuras missões (Imagem: Reprodução/ESA)

Além de trabalhar ao lado dos escritórios de monitoramento da NASA, a ESA faz parte de duas organizações apoiadas pela ONU: a International Asteroid Warning Network (IAWN) — sob coordenação da agência norte-americana — e o Grupo Consultivo de Planejamento de Missão Espacial (SMPAG), cujo objetivo é preparar respostas às ameaças futuras. A agência europeia também tem um acordo com o Observatório Europeu do Sul (ESO) para utilizar o Very Large Telescope (VLT) no acompanhamento de asteroides. Vale, ainda, mencionar que o gabinete da ESA é formado por 15 pessoas, sendo que metade delas trabalha no NEOCC e o restante em outras unidades da agência europeia, sediadas na Holanda, Alemanha e Espanha.

Missões com o propósito de desviar a órbita de asteroides potencialmente perigosos são possíveis, mas levam muito tempo até se tornarem realidade. Por isso, é fundamental prever o comportamento desses objetos. Normalmente, são os de tamanho médio que atingem a Terra e, mesmo que não alcancem o chão, eles podem criar grandes explosões ao atravessar a atmosfera, destruindo prédios e infraestruturas locais. De todo modo, a ESA trabalha incessantemente para evitar qualquer cenário catastrófico.

Fonte: Canaltech

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