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Erupção do vulcão submarino em Tonga pode enfraquecer a camada de ozônio

A erupção do vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Ha'apai, ocorrida no início deste ano, pode ter empurrado tanta água para a atmosfera que pode enfraquecer a camada de ozônio da Terra. Essas são as suspeitas de uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato do Instituto de Tecnologia da Califórnia e da Universidade de Edimburgo.

De acordo com um novo artigo publicado na revista Geophysical Research Letters, dados de satélites mediram a quantidade de água lançada na atmosfera durante o evento do dia 15 de janeiro, pelo vulcão que fica no fundo do Oceano Pacífico, perto de Tonga.

A água arremessada pelo vulcão chegou à mesosfera, e grande parte na estratosfera (Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)
A água arremessada pelo vulcão chegou à mesosfera, e grande parte na estratosfera (Imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Além dos diversos tipos de gases expelidos na atmosfera, a erupção também lançou uma onda de impacto que pôde ser vista por satélites no espaço, e produziu maremotos que atingiram países mais próximos e até mesmo as ilhas do Havaí, a mais de 5.000 km de distância.

Essa onda de impacto também arremessou uma quantidade considerável de água para o céu, alto o suficiente para chegar à estratosfera. Nesses casos, a água pode permanecer nessas altitudes por anos, até mesmo décadas.

Ao coletar dados de satélites, incluindo imagens de vídeo e medições de dióxido de enxofre, os pesquisadores compararam o evento com outras erupções. Eles descobriram que a explosão de janeiro não foi incomum, mas a quantidade de água arremessada para a atmosfera foi a maior já registrada. Além disso, foi arremessada em altitudes recorde, com parte da água chegando na mesosfera.

A onda de choque da erupção vulcânica percorreu todo o globo (Imagem: Reprodução/NASA)
A onda de choque da erupção vulcânica percorreu todo o globo (Imagem: Reprodução/NASA)

Cálculos mostraram que a quantidade total de água que entrou na estratosfera foi de aproximadamente 146 teragramas (muitos zeros seriam necessários para caber em unidades de medidas como quilogramas). Se o estudo estiver correto, isso significa que a quantidade de água na estratosfera aumentou em cerca de 10%.

Como a água absorve a energia solar, os pesquisadores afirmam que isso causará um efeito de aquecimento na atmosfera. Eles também observam que quando as moléculas de água se misturam com os átomos de oxigênio, hidróxido é produzido. Isso pode pode levar a reduções na quantidade de ozônio, que forma uma camada protetora ao redor de nosso planeta.

Fonte: Canaltech

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