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Equipes de beisebol param pelo segundo dia seguido em protesto contra o racismo

Norm Hall
·3 minutos de leitura
Nick Ahmed do Arizona Diamondbacks fala com Daniel Murphy do Colorado Rockies depois que o jogo entre essas equipes da liga principal foi suspenso nesta quinta-feira em Phoenix
Nick Ahmed do Arizona Diamondbacks fala com Daniel Murphy do Colorado Rockies depois que o jogo entre essas equipes da liga principal foi suspenso nesta quinta-feira em Phoenix

Com o adiamento de pelo menos seis jogos, os times da Major League Baseball se juntaram aos atuais protestos contra o racismo no esporte americano pelo segundo dia consecutivo. 

No momento, seis dos 15 jogos desta quinta-feira foram oficialmente adiados, entre os quais jogariam equipes como o Boston Red Sox e o Washington Nationals, atuais campeões. 

Na quarta-feira, quando o boicote foi deflagrado na NBA e depois em outros esportes para protestar contra o ataque policial ao afro-americano Jacob Blake, foram suspensos três jogos de 15 da Major League Baseball.

A primeira iniciativa de suspender o jogo nesta quinta-feira partiu dos jogadores do Oakland Athletics, que revisaram sua decisão de jogar a partida de quarta-feira da série contra o Rangers. 

"A injustiça social e o racismo sistêmico fazem parte da estrutura de nossas vidas há muito tempo (...) Não vamos entrar em campo esta noite para ajudar a aumentar a conscientização sobre essas questões sociais", anunciou o Athletics. 

"Respeitamos a decisão dos jogadores do Oakland Athletics", disse o Rangers. "Estamos com todos aqueles que condenam a injustiça racial e estão comprometidos em ajudar a acabar com o racismo sistêmico". 

Esta suspensão foi seguida pelos jogos Philadelphia Phillies-Washington Nationals, Minnesota Twins-Detroit Tigers, Colorado Rockies-Arizona Diamondbacks e Baltimore Orioles-Tampa Bay Rays.

- "As pessoas ainda não se importam" -

Poucos minutos antes do jogo começar, o Boston Red Sox também confirmou que seu jogo contra o Toronto Blue Jays não acontecerá. 

"A brutalidade policial persistente e a injustiça social exigem atenção imediata de todos nós, não apenas negros americanos e canadenses", disseram as duas equipes em um comunicado. 

Os esportes americanos têm se mobilizado contra o racismo desde o assassinato do afro-americano George Floyd pelas mãos de um policial branco em maio.

Nesse contexto, os tiros de policiais de Wisconsin contra Blake, que se encontra em estado grave, gerou recusas de jogadores na quarta-feira de competir na NBA, Major League Baseball, Major League Soccer (MLS) e liga de basquete feminino (NWBA), além do adiamento das semifinais do torneio de tênis de Cincinnati. 

O beisebol teve um dia desafiador com times divididos entre aqueles que queriam se juntar aos protestos e aqueles que queriam jogar. 

Depois de uma dessas partidas, o primeira base do New York Mets, Dominic Smith, falou comovido na quarta-feira à noite sobre seu compromisso com o combate à violência racial e suas experiências pessoais como afro-americano.

"Foi um dia muito longo. Acho que a parte mais difícil de tudo é ver que as pessoas ainda não se importam", disse o jogador, emocionado. "É por isso que continua acontecendo. Mostra o ódio no coração das pessoas". 

Smith, de 25 anos, se ajoelhou sozinho durante o hino americano antes do jogo contra o Miami Marlins como forma de protesto. 

"Senti que era uma noite perfeita, especialmente com outras equipes cancelando seus jogos e olhando para a NBA (...) Eu só quis marcar uma posição e mostrar meu apoio", disse ele. 

"Ser negro na América não é fácil", admitiu Smith com lágrimas nos olhos.

gbv/cl/aam