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Equipe da OMS visita instituto de virologia de Wuhan, na China

·5 minuto de leitura
Membros da equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) que investigam as origens do coronavírus chegam de carro ao Instituto de Virologia de Wuhan, na província de Hubei, na China central, em 3 de fevereiro de 2021

Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) chegaram nesta quarta-feira de manhã (noite de terça, 2, no Brasil) ao instituto de virologia de Wuhan, como parte de sua investigação sobre a origem do coronavírus nesta cidade chinesa, constatou uma equipe da AFP.

O instituto conta com vários laboratórios de alta segurança, onde os pesquisadores trabalham com o coronavírus. O ex-presidente americano Donald Trump acusou o instituto de deixar sair o vírus causador da covid-19, provocando uma pandemia mundial.

Pequim negou veementemente a acusação.

A equipe de uma dúzia de pesquisadores "espera um dia muito produtivo e fazer todas as perguntas que devem ser feitas", disse um dos especialistas, Peter Daszak, aos repórteres enquanto dirigia para a entrada do instituto.

A visita da OMS é muito delicada para a China, que nega ser responsável pelo surto da epidemia em 2019 e implica, sem provas, que o vírus possa ter sido importado para a China.

Em vez disso, Pequim insiste no sucesso na contenção das infecções em seu território e na produção de vacinas, exportadas para vários países.

O regime comunista esperou mais de um ano para autorizar a visita da OMS, que teve que passar por uma quarentena de 14 dias antes de começar a trabalhar na semana passada.

Com tanto atraso, muitos analistas duvidam que os especialistas internacionais encontrem algum indício do início da epidemia.

Durante a visita, os especialistas "trocarão ideias com os pesquisadores do instituto sobre o trabalho diário, a cooperação científica internacional e a luta contra a epidemia", anunciou o canal de notícias chinês em língua estrangeira CGTN na manhã de quarta-feira.

Na semana passada, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês disse que a visita da OMS à China "não é uma investigação".

- 600.000 mortos na América Latina -

A América Latina e o Caribe ultrapassaram as 600.000 mortes por covid-19 nesta terça-feira (2), em meio a corrida desesperada para obter vacinas para conter a pandemia que deixou o mundo de joelhos.

Os 34 países da região totalizam 601.256 mortes (de 19.057.391 casos), atrás da Europa (747.887) e à frente dos Estados Unidos e Canadá (464.204) e da Ásia (241.391), segundo balanço da AFP com base em dados oficiais.

Brasil e México respondem por metade das mortmortes na região, com 226.309 e 159.100 mortes registradas, respectivamente.

Mas o Peru é o país mais afetado da região no que diz respeito à sua população, com 125 mortes por 100.000 habitantes, seguido pelo México (123), Panamá (123), Argentina (107) e Colômbia (107).

Em todo o mundo, o coronavírus é responsável por mais de 103 milhões de infecções e 2,2 milhões de mortes.

- Corrida por vacinas -

À medida que os números aumentam, o mundo continua sua corrida por vacinas, habilitando centros de inoculação em lugares surpreendentes, desde o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, ao Estádio de Wembley e uma catedral em Londres, ou até na Disneylândia californiana ou em ônibus, como em Remis, França, ou na Jordânia, perto da fronteira com a Síria.

Mais de 101,3 milhões de aplicações de vacinas já foram registradas em 77 países ou territórios, de acordo com uma contagem da AFP. Os países de alta renda, que abrigam apenas 16% da população mundial, respondem por 65% das doses administradas.

Israel é de longe o país mais avançado, com mais de um terço de sua população (37%) recebendo pelo menos uma dose.

Os Estados Unidos, por sua vez, estão na vanguarda das vacinações em termos absolutos, com 32,2 milhões de doses administradas (7,9% de sua população). Algumas farmácias de todo o país começarão a oferecer as vacinas no dia 11 de fevereiro, como parte dos esforços para aumentar rapidamente as doses aplicadas.

Na União Europeia, 12,7 milhões de doses foram administradas a 2,3% da população.

- Ricos e pobres -

Pouco mais de um terço da população mundial (35%), porém, vive em países que ainda não começaram a vacinar, em sua maioria nações carentes que "olham e esperam", nas palavras do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Nenhum país de baixa renda ainda iniciou uma campanha massiva de vacinação. Esses países aguardam as primeiras entregas de doses, agendadas para este mês, no âmbito do sistema Covax lançado pela OMS e a Aliança para a Vacinação (GAVI) e com o qual busca-se garantir a distribuição de vacinas aos países mais desfavorecidos.

Alguns países ricos, como Japão, Coreia do Sul ou Austrália, também ainda não começaram a vacinar suas populações.

A Venezuela, por sua vez, reservou entre 1,4 e 2,4 milhões de vacinas AstraZeneca por meio da Covax, que devem chegar em fevereiro, disse Paolo Balladelli, chefe da missão da OMS e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no país, que está entre os trinta países da América Latina e do Caribe que receberão vacinas por meio desse sistema.

- Promessas -

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse estar aberta, com condições, à ideia de a UE usar a vacina russa após a publicação de resultados científicos positivos sobre sua eficácia.

De acordo com os resultados publicados nesta terça-feira pela revista médica The Lancet e validados por especialistas independentes, a vacina Sputnik V, pela qual a Rússia foi acusada de falta de transparência, é 91,6% eficaz contra as formas sintomáticas da covid-19.

Além da Rússia, a Sputnik V foi aprovado em 16 países: ex-repúblicas soviéticas como Belarus e Armênia, aliados como Venezuela e Irã, mas também Coreia do Sul, Argentina, Argélia, Tunísia ou Paquistão.

O México também aprovou na terça-feira o uso emergencial da Sputnik V.

bur-bar/ybl/erl/mvv/fp