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Equipe de Biden pressiona UE para frear acordo com China

Bloomberg News
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A União Europeia está sob crescente pressão para desacelerar os planos de um grande acordo de investimentos com a China, em meio à crescente oposição a qualquer pacto com o governo chinês que não aborde o trabalho forçado.

Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional do presidente eleito dos EUA, Joe Biden, destacou o problema em tuíte na noite de segunda-feira, citando um artigo sobre a proposta de acordo UE-China. Ele pediu uma “consulta em breve com nossos parceiros europeus sobre preocupações comuns em relação às práticas econômicas da China”.

A UE busca o Acordo Abrangente de Investimentos para abrir o mercado chinês e eliminar práticas discriminatórias, mas críticos dizem que isso, por sua vez, recompensaria o governo de Pequim com acesso preferencial aos mercados europeus, apesar das medidas para reprimir a dissidência de Hong Kong a Xinjiang. Um acordo seria uma “vitória simbólica” para a China e poderia dificultar a criação de uma unidade transatlântica em relação ao país asiático, de acordo com Mikko Huotari, diretor do Instituto Mercator de Estudos sobre a China, em Berlim.

Ambos os lados estabeleceram um prazo até o final do ano, mas as negociações ainda podem tropeçar se o governo de Pequim se recusar a ceder em demandas importantes sobre como trata os trabalhadores. O Parlamento Europeu aprovou uma resolução em 17 de dezembro que condena o uso de trabalho forçado pela China em Xinjiang e pediu que o acordo de investimentos incluísse compromissos para respeitar as convenções internacionais que proíbem tais práticas.

‘Totalmente infundada’

“Não existe o chamado trabalho forçado em Xinjiang”, disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, em conversa com repórteres em Pequim na terça-feira. “A acusação relevante é totalmente infundada. Difama e calunia a região de Xinjiang e o lado chinês.” Wang não disse quais compromissos a China estaria disposta a assumir em questões trabalhistas.

Vários parlamentares europeus e especialistas em China mostraram preocupação de que a UE e, especialmente a Alemanha, que tem a presidência rotativa do bloco e é o país da UE com laços comerciais mais profundos com a China, possam deixar de lado questões trabalhistas na corrida por um acordo até o fim do ano. Eles defendem um adiamento até que as negociações possam ocorrer com o governo Biden em uma abordagem comum para a China. O Parlamento Europeu terá peso na aprovação de qualquer acordo UE-China.

Bernd Lange, um social-democrata alemão que preside o comitê de comércio do Parlamento Europeu, disse que o fato de um acordo estar próximo, apesar de tais questões, é “claramente preocupante”.

“A política comercial não ocorre no vácuo”, disse no Twitter. “A forma como a questão do trabalho forçado é abordada determinará o destino do acordo.”

O ministro de Relações Exteriores da China, Wang Yi, conversou sobre o acordo durante um almoço de trabalho na segunda-feira com embaixadores de países da UE, bem como com Nicolas Chapuis, chefe da delegação da UE em Pequim. Em comunicado, a UE destacou o avanço das negociações em andamento e disse que ambos os lados estão em “contato contínuo para tratar de questões pendentes”.

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