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Equinor quer que última gota de petróleo venha da Noruega

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- A Equinor vai perfurar cerca de 25 poços na costa da Noruega no ano que vem, em uma aposta de que será uma das últimas empresas a produzir petróleo e gás quando o mundo zerar as emissões líquidas.

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Todos os cenários, incluindo a projeção da Agência Internacional de Energia de um mundo zero líquido, incluem o uso contínuo de petróleo e gás daqui a décadas, embora em volumes menores do que hoje, disse Jez Averty, vice-presidente sênior da Equinor para subsuperfície no departamento de exploração e produção norueguês da empresa.

“A questão é: que tipo de petróleo e gás vai ser?”, disse Averty em entrevista. “Nosso plano, basicamente, é garantir que a plataforma continental norueguesa tenha as últimas gotas, as últimas moléculas, os últimos barris para sobreviver nessa competição.”

A Equinor diz que seu petróleo e gás, cuja produção gera menos emissões do que em outras regiões, lhe dará uma vantagem duradoura em um mundo com restrições às emissões de carbono. Mesmo assim, a empresa enfrenta pressão de todos os lados.

Antes de uma eleição no início deste ano, houve um debate se a Noruega deveria ser uma das primeiras grandes nações produtoras de petróleo e gás a optar por limitar a extração de combustíveis fósseis. Isso foi acertado, por ora, com a formação de um novo governo minoritário que apoia e quer que o setor seja “desenvolvido, não desmantelado”, segundo o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store.

Ainda assim, a Noruega, que é a maior produtora de petróleo e gás da Europa Ocidental, decidiu suspender temporariamente novas licenças de exploração em áreas de fronteira no próximo ano.

Hidrogênio

Para oferecer recursos futuros de petróleo e gás tão “limpos” quanto possível, a Noruega pretende que a maioria de suas instalações offshore de petróleo e gás utilize hidroeletricidade gerada em terra. Isso permitirá que as turbinas a gás que alimentam as instalações offshore - os maiores emissores de dióxido de carbono dentro das fronteiras da Noruega - sejam fechadas.

O campo de petróleo Johan Sverdrup da Equinor já está totalmente eletrificado. Iniciou a produção há dois anos e deve operar por mais de 50 anos. O processo de extração do petróleo emite 0,67 quilo de dióxido de carbono por barril, em comparação com a média da empresa de 9 quilos. A média global é de 18 kg a 19 kg.

No entanto, a Noruega não é o único país com essa ideia. A Arábia Saudita, líder da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, também diz que tem meta de bombear o último barril do mundo. A intensidade de carbono do petróleo bruto do reino corresponde ao da Equinor, de 9 kg o barril, de acordo com a consultoria Rystad Energy, de Oslo.

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