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Equatorial mira aquisições para manter trajetória de expansão, diz CEO

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO (Reuters) - A Equatorial Energia tem a estratégia de manter uma trajetória de crescimento, o que passará pela avaliação de diversas oportunidades de aquisições à medida que estas surjam no mercado, após a companhia ter fechado o terceiro trimestre com robusta posição de caixa, disse nesta segunda-feira o presidente da companhia, Augusto Miranda.

A empresa, que tem operações em distribuição e transmissão de energia, fechou em 2018 a compra de distribuidoras de energia da Eletrobras no Piauí e no Alagoas, sendo que nesse último Estado ainda disputou recentemente um leilão de saneamento.

"Eu queria destacar que hoje nós temos uma área de M&A (fusões e aquisições) muito, muito madura, tanto é que estamos olhando outras oportunidades", afirmou o CEO, durante teleconferência com analistas e investidores.

Esses negócios poderiam incluir a compra de mais empresas de distribuição, de ativos operacionais ou já licitados de transmissão de energia (conhecidos como "brownfield") ou mesmo novas investidas no setor de saneamento, acrescentou ele.

A Equatorial disputou em parceria um leilão que ofereceu a investidores a concessão para serviços de saneamento no Alagoas no final de setembro, mas o processo teve como vitoriosa a BRK Ambiental, da Brookfield.[nL1N2GR0SS]

"Entramos bem, bem pé no chão... a gente está buscando, olhando outras coisas, buscando alargar essas oportunidades", afirmou ele, ao comentar a disputa em Alagoas.

Entre outros negócios no radar da companhia estão o leilão de privatização da unidade de distribuição de energia da estatal CEB, de Brasília, previsto para dezembro.

"A gente está olhando, a gente não decidiu se vai ou não. Estamos justamente vendo, vendo o valor mínimo, analisando as possibilidades, diria que estamos na fase de analisar internamente", afirmou Miranda, ao ser questionado sobre o interesse na desestatização.

TRANSMISSÃO E DIVIDENDOS

O presidente da Equatorial destacou que a empresa fechou o terceiro trimestre com uma robusta posição de caixa, enquanto ainda tem perspectivas de aumento de geração de recursos à medida que projetos de transmissão de energia entram em operação na reta final deste ano.

A Equatorial possui quatro empreendimentos de transmissão ainda em andamento, um deles em operação parcial, sendo que três deles têm avanço das obras ao redor de 90%.

"A entrada em operação desses projetos é um grande marco da Equatorial. A partir do ano que vem teremos parte significativa da geração de caixa livre advinda do segmento de transmissão, o que contribui para maior estabilidade do fluxo de caixa e pode ser aproveitado em novas oportunidades de crescimento", disse Miranda.

Ele também afirmou que essas receitas permitirão uma "redução muito rápida da alavancagem" da elétrica.

Dada essa perspectiva, ele acrescentou que a companhia iniciou discussões sobre sua política de dividendos.

O executivo destacou, no entanto, que o "plano A" da companhia é manter o crescimento e que o nível dos pagamentos aos acionistas dependerá do sucesso na execução dessa estratégia.

"Dependendo do sucesso desse nosso 'Plano A', a ideia é que a política de dividendos possa continuar num dividendo mais 'confortável'", afirmou ele, sem descartar alguma eventual mudança.

"Não temos uma política muito rigorosa, de forma a permitir essa flexibilidade", explicou ele, ao destacar que a empresa buscará o que entender ser a melhor opção para os acionistas.

A Equatorial terminou o terceiro trimestre com 7 bilhões de reais de caixa consolidado.

A alavancagem da companhia, medida pela relação entre dívida líquida e geração de caixa consolidada (Ebitda) ficou em 2,1 vezes, contra 3,4 vezes no mesmo trimestre de 2019.

(Por Luciano Costa)