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Equador prorroga estado de exceção devido a pandemia

(3 junho) Distanciamento social na fila de transporte público ao norte de Quito

O Equador, que registra quase 4 mil mortos e 48 mil casos de Covid-19, prorrogou até 13 de agosto o estado de exceção que vigora desde março no país para conter a expansão do novo coronavírus.

"Assinei o Decreto 1074, que declara Estado de Exceção no país por mais 60 dias", anunciou nesta terça-feira, no Twitter, o presidente, Lenín Moreno. "Apesar de as medidas que tomamos terem dado resultado frente à pandemia, não devemos baixar a guarda", assinalou.

O Equador, de 17,5 milhões de habitantes, é um dos países da região mais afetados pela pandemia, com 47.943 infectados, incluindo 3.970 mortos, segundo o relatório divulgado hoje.

Em relação aos mortos, o país ocupa o quarto lugar na região, atrás do Brasil (43.959), México (17.580) e Peru (6.860), de acordo com um balanço da AFP baseado em cifras oficiais.

O estado de exceção permite ao Executivo manter medidas de restrição, como toque de recolher, mobilização das Forças Armadas e suspensão de direitos como liberdade de reunião. Apesar de, desde meados de maio, ter começado a aliviar o confinamento, o Executivo do Equador mantém o fechamento das fronteiras terrestres e a suspensão das aulas presenciais.

O governo impôs um "semáforo" de três níveis para medir os riscos da pandemia. A maioria dos 221 cantões do país se encontra no nível amarelo, que estabelece um toque de recolher de oito horas diárias e permite a circulação de veículos particulares três dias por semana, o trabalho presencial com 50% dos funcionários e a retomada parcial dos transportes públicos.