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Epigenética: nova técnica permite modificar o DNA sem apagá-lo

Cientistas conseguiram, através de edição epigenética, modificar o DNA para tratar os efeitos do alcoolismo em roedores. Isso significa que os genes não foram apagados — como no método Crispr, que funciona como uma "tesoura" genética —, mas sim sua expressão foi modificada, mudando a forma como eles agem no corpo do indivíduo.

Normalmente, mudanças epigenéticas ocorrem ao longo da vida, caracterizadas por mudanças químicas decorrentes do comportamento, como dietas, consumo de álcool ou de tabaco, ou exposições ambientais, como a toxinas, raios ultravioletas ou radiação. É como se fosse a memória molecular que representa as experiências pelas quais passamos.

Enquanto o método Crispr identifica genes para removê-los do DNA, a técnica epigenética apenas modifica eles (Imagem: iuriimotov/Freepik)
Enquanto o método Crispr identifica genes para removê-los do DNA, a técnica epigenética apenas os modifica (Imagem: iuriimotov/Freepik)

Modificando genes e reduzindo vícios

Em estudo publicado em maio, na revista científica Science Advances, cientistas da University of Illinois Chicago buscaram aplicar a epigenética no tratamento de algumas condições, como o alcoolismo. Pesquisas já descobriram que o consumo contínuo de álcool na adolescência altera a química cerebral na amígdala, parte do órgão que controla respostas de medo e prazer.

Tanto em roedores quanto em humanos, a exposição à bebida no início da vida diminui a expressão do gene Arc na amígdala cerebral. Ele é um grande regulador da plasticidade, a habilidade do cérebro de se adaptar com base em experiência, e quando a expressão dele é diminuída, a predisposição à ansiedade e distúrbio no consumo de álcool aumentam na vida adulta.

Os pesquisadores, então, construíram uma versão modificada do gene Arc, injetando-a no cérebro de ratos adultos expostos ao álcool no equivalente à sua adolescência — o que deprime a expressão do gene nos adultos —, e essa adição trouxe a expressão de volta aos níveis normais: uma "reinicialização de fábrica" do cérebro.

Os roedores, então, passaram a consumir menos álcool e ficaram menos ansiosos, o que foi medido ao observar seu comportamento em labirintos: eles ficaram mais tempo parados nas partes abertas, sendo que quanto mais estressados os ratos, menos eles ficam nessas áreas. Como o comportamento em relação à bebida não voltou a crescer, acredita-se que a edição tenha um efeito duradouro.

A amígdala, parte do cérebro que controla ansiedade, medo e comportamento em relação ao álcool, foi alvo da edição genética dos cientistas (Imagem: alexstand/envato)
A amígdala, parte do cérebro que controla ansiedade, medo e comportamento em relação ao álcool, foi alvo da edição genética dos cientistas (Imagem: alexstand/envato)

Funciona em humanos?

Os cientistas acreditam que sim, o tratamento pode ser adaptado para humanos: mas há problemas envolvendo a questão. Para começar, entre um rato injetado com um gene modificado para parar de beber e um ser humano com problemas no consumo de álcool que talvez possa ser elegível para o tratamento, o salto é grande. É mais provável que reincidentes com recaídas numerosas utilizem o tratamento primeiro, quando outras opções terapêuticas se esgotarem.

Além disso, pode haver outras consequências ao mudar a expressão de determinados genes, especialmente quando eles estão ligados à plasticidade do cérebro. Não se sabe, ainda, quais outros comportamentos podem acabar sendo alterados com a edição do Arc. A bebida, também, pode afetar dezenas ou até centenas de genes ao longo do tempo, requerendo a edição de mais genes além do Arc: manipular tantos deles pode ser problemático.

Outra preocupação, ainda, é a duração da edição, já que mudanças epigenéticas naturais podem ser tanto temporárias quanto permanentes. De qualquer forma, a equipe continuará a testar o tratamento em outras doenças, como câncer, tratando os resultados nos roedores mais como uma prova de que tal edição é possível, e sem simplesmente eliminar genes.

Fonte: Canaltech

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