Mercado fechará em 4 h 57 min
  • BOVESPA

    107.432,33
    -1.282,22 (-1,18%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.948,71
    +114,91 (+0,22%)
     
  • PETROLEO CRU

    83,78
    +0,02 (+0,02%)
     
  • OURO

    1.791,90
    -14,90 (-0,82%)
     
  • BTC-USD

    62.133,40
    -1.128,18 (-1,78%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.495,75
    -9,40 (-0,62%)
     
  • S&P500

    4.588,40
    +21,92 (+0,48%)
     
  • DOW JONES

    35.824,98
    +83,83 (+0,23%)
     
  • FTSE

    7.272,26
    +49,44 (+0,68%)
     
  • HANG SENG

    26.038,27
    -93,76 (-0,36%)
     
  • NIKKEI

    29.106,01
    +505,60 (+1,77%)
     
  • NASDAQ

    15.633,75
    +138,00 (+0,89%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4835
    +0,0472 (+0,73%)
     

Pão quentinho em casa: o app que quer revolucionar as padarias

Photo Taken In Milan, Italy
Photo Taken In Milan, Italy

Por Mariana Nunes

Transformar setores tradicionais em negócios altamente tecnológicos e disruptivos são características das startups. Mirando no mercado de mais de 400 toneladas de pães produzidos por ano, segundo a associação brasileira do setor (ABIMAPI),a startup paulistana ePadoca quer aproximar consumidores digitais das tradicionais padarias.

A empresa foi criada em 2014 em uma aula na faculdade em que Wendell Alves, Felipe Lastowizka, Thiago Soares precisavam criar um projeto inovador para um mercado tradicional. A ideia da startup surgiu quando viram na vizinhança que as panificadoras compunham o setor que menos investia para se tornar um negócio digital.

Leia também

“Nós somos apaixonados por padaria porque é um dos melhores lugares para reunir a família e dar muitas risadas. Mas vimos que havia um distanciamento grande entre o público tecnológico e as padarias que mal tinham passado pelo processo de informatização.”

Para testar o projeto, em 2016 o trio lançou a primeira versão do aplicativo ePadoca, cuja principal função era ajudar a padaria a avisar clientes quando uma fornada de pães estava prestes a sair. De acordo com Alves, hoje CEO da startup, ideia surgiu depois de conversar com os donos dos estabelecimentos.

“Para a padaria é ruim que o cliente tenha de ouvir que precisa voltar daqui alguns minutos para poder comprar pães fresquinhos. Sabemos que em uma cidade como São Paulo isso é muito complicado porque para os clientes economizar tempo é fundamental”, explica Alves.

Depois de adaptações, a equipe hoje com seis funcionários, focou em criar novas funções nos aplicativos dos clientes e das empresas. Agora, por exemplo, também um usuário consegue fazer encomendas para festas, adiantar o pedido pelo aplicativo antes de chegar à padaria ou solicitar que entregue os produtos em casa.

As mais recentes novidades, porém, foram desenvolvidas para os donos das padarias. A startup permite que os estabelecimentos criem e forneçam cupons de desconto, além de oferecer o serviço de conexão de internet via WiFi para estabelecimento que ainda não tem essa comodidade.

Atualmente, a startup tem 46 padarias parcerias e mais de 15 mil usuários em sete Estados do Brasil - além de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, Pernambuco, Pará e Amazonas integram a lista. Apesar disso, Alves garante que convencer as padarias de largar o caderninho e se tornar digital não é fácil, mas que o movimento está cada vez mais ganhando adeptos.

“Estamos introduzindo aos poucos a tecnologia nas padarias e está dando muito resultado para quem aposta em inovar no mercado. O mercado está entendendo que os consumidores estão cada vez mais exigentes e conectados”, diz.

Para médio e longo prazo, a ePadoca espera levantar investimento para aumentar as funcionalidades e conquistar mais clientes. Alves, porém, já sabe que convencer investidores a aplicarem em um mercado tradicional deve ser o mais novo grande desafio a ser vencido pela equipe

“Sabemos que estamos traçando um caminho nunca antes trilhado. Somos pioneiros e estamos aos poucos ajudando os panificadores nessa modernização. Não é uma tarefa fácil”, completa.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos