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ENTREVISTA-Principal porta-voz do governo do Japão sinaliza pressão para reabertura da economia e estímulos

Por Takashi Umekawa e Leika Kihara
·1 minuto de leitura
NEJapan's top government spokesman Chief Cabinet Secretary Yoshihide Suga speaks during an interview with Reuters in Tokyo
NEJapan's top government spokesman Chief Cabinet Secretary Yoshihide Suga speaks during an interview with Reuters in Tokyo

Por Takashi Umekawa e Leika Kihara

TÓQUIO (Reuters) - O Japão quer evitar outro estado de emergência e precisa considerar mais estímulos para reanimar a economia, disse o principal porta-voz do governo, sinalizando que Tóquio está decidida a se concentrar na reabertura de empresas atingidas pela pandemia de coronavírus.

O secretário-chefe de gabinete, Yoshihide Suga, também negou as especulações de que o primeiro-ministro, Shinzo, Abe poderia renunciar por motivos de saúde, dizendo que os comentários de Abe na segunda-feira de que ele continuaria a fazer o melhor em seu trabalho "explicam tudo".

Suga -- amplamente visto como um dos principais candidatos à sucessão de Abe -- disse que não tem intenção de buscar o cargo, mesmo que seja pressionado a fazê-lo por associados. Ele disse que "nunca pensou em" assumir o cargo.

O Japão teve um ressurgimento nos números de infecções por Covid-19 após encerrar as medidas de estado de emergência em todo o país no final de maio, representando um dilema para o governo, que luta para conter o vírus sem aprofundar a crise econômica.

"Queremos evitar outro estado de emergência, que pode ter um grande impacto negativo na economia", disse Suga à Reuters nesta quarta-feira, enviando uma mensagem clara de que a ênfase estava em estimular o crescimento econômico ao invés de aprofundar as medidas para conter o vírus.

A promoção do turismo estaria entre as medidas para ajudar a reanimar a economia, disse Suga. "O Japão fará o que for necessário para sediar os Jogos Olímpicos de Tóquio no próximo ano", acrescentou.

Os Jogos estavam programados para ocorrer no final de julho e início de agosto deste ano, mas foram adiados para 2021 devido à pandemia.