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ENTREVISTA - Colheita de milho da SLC tem rendimento acima do esperado em ano de quebra

·3 minuto de leitura
Produtor colhendo milho no Texas, EUA.

Por Nayara Figueiredo

SÃO PAULO (Reuters) - A SLC Agrícola tem se surpreendido positivamente com os primeiros lotes de milho e algodão segunda safra 2020/21 que estão sendo colhidos, e acredita que as produtividades devem superar as expectativas da companhia, em uma temporada que sofreu problemas climáticos.

Apesar de uma safra inferior ao potencial produtivo, o diretor de Operações da SLC, Gustavo Lunardi, disse à Reuters que vê margens "excelentes" para o cereal dado o alto patamar de preço, e que a colheita tem mostrado bons resultados dentro do contexto de quebra pelas intempéries.

Ele afirmou que a empresa esperava colher entre 95 e 105 sacas de 60 kg por hectare de milho em Mato Grosso --onde estão as principais operações da companhia.

"Mas agora temos expectativa que esse número possa ser maior", afirmou ele, sem detalhar a nova projeção.

Na safra passada, a companhia fechou com média de mais de 122 sacas de milho por hectare.

Os trabalhos alcançaram 21,85% das lavouras do cereal e devem se intensificar nesta semana, conforme dados da SLC.

Para o algodão, a colheita atingiu 17,85% das áreas, com pico previsto para agosto.

"O desempenho vem muito em função das chuvas que acabaram ocorrendo no mês de abril e que favoreceram a cultura do milho mesmo ele estando plantado em uma janela não ideal e um pouco atrasada neste ano", explicou.

Ele lembrou que, normalmente, a meta é finalizar o plantio de milho "safrinha" no mês de fevereiro, período em que há maior potencial produtivo para o cereal. No entanto, as condições climáticas que postergaram a retirada da soja dos campos fizeram com que algumas fazendas da SLC semeassem o milho até 17 de março.

"Se por um lado tínhamos um cenário de produtividade com potencial inferior, tínhamos do outro lado um cenário de preço muito favorável, que justificava o plantio da cultura mesmo com esse atraso", afirmou o executivo.

E, de fato, a avaliação de Lunardi é de que seguir plantando mesmo fora da janela foi um bom negócio.

"Quando colocamos na balança a perda de produtividade, mais o ganho de preço e questão cambial, são margens excelentes na cultura do milho na safra 2020/21, muito acima do orçamento."

O cereal fechou esta quarta-feira cotado em 95,17 reais por saca de 60 quilos, quase o dobro ante os 49,94 reais vistos um ano antes, de acordo com o indicador de milho Esalq/B3 do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Sobre a quebra, o diretor não detalhou quanto foi perdido por problema climático, mas destacou que a operação localizada em Mato Grosso do Sul foi a mais afetada pela seca.

Para ele, isso surpreendeu, pois o Estado tem clima historicamente estável.

PRÓXIMA SAFRA

O ciclo de 2021/22 será o primeiro da SLC com a incorporação das áreas da Terra Santa e da Agrícola Xingu, do grupo Mitsui, após negócios concluídos na temporada atual.

Com isso, Lunardi disse que a companhia passará dos 470 mil hectares plantados nesta safra para 660 mil hectares em 2021/22 e, considerando este cenário, cerca de 90% dos custos de produção já estão travados.

"Começamos a comprar os insumos da safra 21/22, principalmente fertilizantes, lá em 2020. Então a gente se antecipou bastante e estamos praticamente 90% 'hedgeados'", afirmou ele.

Paralelamente às aquisições de insumos, ele disse que a companhia seguiu a política de gestão de riscos e também tem fixado a receita, "vendendo commodities no mercado futuro e isso faz com que a gente consiga garantir a margem da operação".

Desta forma, ele ressaltou que a SLC está otimista tanto para o ano civil de 2021 quanto para 2022, com base nas variáveis que compõem as margens de lucro da empresa.

(Por Nayara Figueiredo)

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