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Entrevista: Baresi vê Brasil 'menos espetacular' com Tite e deseja força a Pelé: 'Ele é o futebol'

·4 minuto de leitura

Considerado um dos maiores zagueiros de todos os tempos, Franco Baresi está contente e confiante com o atual momento da Itália, que não perde há 37 jogos — um recorde entre seleções. Depois de ficar fora do Mundial da Rússia, a Azzurra voltou a vencer a Eurocopa, em junho, mais de meio século depois da primeira taça, e desponta como uma das favoritas no Qatar-2022 — hoje lidera seu grupo nas Eliminatórias Europeias com folga. Tudo isso com um futebol mais ofensivo aplicado por Roberto Mancini em uma seleção historicamente reconhecida pela força na defesa, inclusive na geração do próprio Baresi.

— (Mancini) não esqueceu das qualidades que a Itália tem, de um jogo mais defensivo. Agora, introduziu a parte ofensiva. Ele não esqueceu das origens — comenta o ex-jogador, de 61 anos, reserva da Itália campeã do mundo na Espanha-1982 e capitão no vice para o Brasil nos EUA-1994.

Mesmo com a ótima fase da Itália, Baresi não descarta outras seleções tradicionais, como França e o próprio Brasil, que apesar de não ser uma das seleções “mais extraordinárias”, segundo ele, “sempre merece ser respeitado”.

Baresi passou os últimos dias no Brasil para as gravações de “Facing Fate”, série documental criada por Federico Tavola e dirigida por Dayyán Morandi. Em cada destino, Baresi se encontra com convidados locais — alguns deles, conhecidos do público, como Neguinho da Beija-Flor, no Rio — e discute questões diversas, de problemas de saúde a dificuldades financeiras e perdas pessoais, tentando entender como o poder da imaginação pode ajudar a superar os desafios da vida.

— É sempre essencial encontrar pessoas capazes de motivar e inspirar outras a dar seu melhor em qualquer situação — afirma.

A expectativa é que o documentário ganhe outras temporadas em países da Europa, América Central e Ásia. No Brasil, as gravações dos cinco episódios de 50 minutos ocorreram em São Paulo, Salvador, Rio, Manaus e Foz do Iguaçu.

Acredito que você comemorou muito o título da Itália na Eurocopa.

Todos ficamos muito contentes e surpresos. O (técnico Roberto) Mancini surpreendeu todo mundo com o modo deles de jogar. Muita qualidade, técnica e agilidade. Ele fez muito bem. Comemorei em casa com a família e amigos. Não pude sair com a bandeira da Itália (risos).

Um dos destaques foi o Jorginho, que se naturalizou italiano. Como vê essa ascensão dele?

Jorginho vem de um período muito importante. Desde o Napoli, ele tem sido admirado, observado. Essa experiência de ir para Inglaterra (foi campeão da Champions pelo Chelsea) o enriqueceu ainda mais. Com a seleção, ele é uma referência muito importante.

Como você vê a questão da naturalização? É algo que tem crescido bastante nas seleções ultimamente.

É uma escolha de cada jogador. Eles precisam olhar para isso e pesar se vale a pena. Jorginho não teve muitas oportunidades (na seleção brasileira) e viu isso (a naturalização) como uma oportunidade. Jorginho chegou muito cedo na Itália, pode ter sido por isso.

Acredita que ele merece ser eleito o melhor do jogador do mundo?

Ele é um dos candidatos, com certeza. Vem de um período muito forte e de vitórias. Acredito que ele tem chances.

Você votaria nele?

É muito difícil dizer. Há muitos bons jogadores no mundo. Mas ficaria feliz se Jorginho ganhasse.

A Itália da Euro se destacou por jogar um futebol ofensivo. Por anos, a seleção ficou marcado por ser mais defensiva. Como você avalia essa mudança de estilo?

Mancini foi muito bem, não esqueceu das qualidades que a Itália tem de um jogo mais defensivo. Agora, introduziu a parte ofensiva. Ele não esqueceu das origens e conseguiu usar as duas partes muito bem. Tirou o melhor dos dois lados.

Para você, quais seleções são favoritas ao título no Qatar? A Itália é uma, acredito.

O Mundial é outra história. Com certeza a Itália chegará com bastante confiança e vamos vendo a cada jogo. Para mim, as grandes seleções são favoritas. Brasil, Argentina, Alemanha, França... Elas sempre serão grandes seleções.

Como avalia a seleção brasileira com o Tite?

Não acompanho muito, mas vejo que talvez essa seleção não seja uma das mais extraordinárias, mais espetaculares. Mas o Brasil sempre merece ser respeitado.

Simone Biles abriu um debate sobre a saúde mental no esporte. Como você vê esse assunto?

Dentro do esporte, acredito que seja algo fundamental. É importante. Ter força para estar bem mentalmente faz você jogar melhor. Tento ajudar (os mais jovens), mas depende da idade. É necessária essa troca, essa conversa sobre saúde mental. É uma coisa que aos poucos eles vão adquirindo.

Você acompanha o futebol brasileiro de clubes? Vê notícias ou gosta de algo?

Não tenho tido muito tempo. Mas ouço dizer que o Flamengo é o time mais forte atualmente. E também que o país está carente de talentos (no Campeonato Brasileiro).

Pelé está internado. Você tem acompanhado as notícias?

Espero que ele consiga se recuperar logo. O Pelé é o futebol. Fico emocionado de poder mandar uma mensagem. Espero que a cura chegue logo para ele. As imagens do Pelé sempre me inspiraram e fizeram me apaixonar pelo futebol.

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