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É hora de teatro! Opções de entretenimento on-line para adultos e crianças

Natália Boere
·3 minuto de leitura

RIO — A princesa Isabel aboliu a escravidão em 1888. Muitos, no entanto, ainda perguntam: “Para quem, cara-pálida”? A fim de propor uma reflexão sobre o trabalho escravo nos dias de hoje e de dar luz a milhares de brasileiros invisíveis, o ator e dramaturgo Alan Pellegrino escreveu o monólogo “Nave mãe”.

O espetáculo on-line, contemplado pelo edital Retomada Cultural, da Secretaria estadual de Cultura e Economia Criativa, por meio da Lei Aldir Blanc, estreia hoje, às 20h, pelo Zoom, para convidados. Logo em seguida, ficará disponível no canal no YouTube da companhia Dragão Voador, da qual ele faz parte, até o dia 29 de abril. A direção é de Joelson Gusson.

— Vivo o personagem Guará, que deixa sua terra natal rumo à cidade grande, pela vontade de ter uma vida melhor. O personagem é fictício, mas tem muito do meu alter ego — afirma o morador de Santa Teresa.

Baiano, Pellegrino se mudou para o Rio em 2007 em busca do sonho de viver de arte. Na TV, integrou o elenco da série “Sob pressão” e das novelas “Segundo sol” e “Gabriela”. No cinema, participou de longas como “Medida provisória”, dirigido por Lázaro Ramos, e, no teatro, se destacou como o protagonista de “Volta seca”, também escrita por ele.

— Em “Nave mãe”, leio o trecho de uma carta que minha mãe escreveu para mim em 2005, me encorajando, mas me alertando de que as coisas não eram fáceis. Tenho o desejo de proporcionar uma vida melhor para ela — diz.

Foi para provocar uma reflexão sobre o que é essencial na vida que a atriz Alarisse Mattar elaborou o espetáculo on-line “O primeiro solo da Palhaça Amora”, que será transmitido hoje e amanhã, às 16h, no canal da Palhaça Amora no YouTube. A direção é de Karla Concá.

— Ao pensar que ela é apenas uma brincante que cria bolhas de sabão gigantes, Amora começa a refletir sobre seu propósito de vida e o valor do mundo — explica Alarisse, também moradora de Santa Teresa.

E porque estamos precisando mesmo de mais graça, no sábado que vem, às 11h, estreia “Na borda do mundo”. A montagem da companhia Bando de Palhaços ficará disponível no YouTube da trupe até as 22h do próximo dia 30. A peça, também contemplada pelo edital da Lei Aldir Blanc, conta a história de Jerônima, uma menina imaginativa que vive em crise com a mãe porque, embora já não seja mais um bebê, continua fazendo xixi na cama. Os bastidores das gravações caseiras também tiveram cenas divertidas.

— Fiquei um tempão ajeitando o enquadramento da cena, mas, em um pequeno movimento errado, acabei puxando o celular e deixando cair o tripé e toda a gambiarra que o sustentava — conta Mariana Fausto, que dá vida a Jerônima e gravou suas cenas em casa, em Copacabana.

E as crianças estão mesmo com tudo na programação teatral deste mês. A peça “Ah, se La Fontaine estivesse por aqui...” estreia hoje, às 16h, e fica disponível até o próximo domingo no canal da produtora Sete Sóis Teatro no YouTube. O espetáculo, outro contemplado pelo edital da Lei Aldir Blanc, foi encenado no jardim da galeria Z42 Arte, no Cosme Velho, pelas atrizes Carol Machado e Juliane Bodini. Elas interpretam a formiga e a cigarra, respectivamente, que precisam encontrar um jeito de se apoiar mutuamente e aprender a conviver com as diferenças. A direção é de Marta Paret.

— Num mundo onde as pessoas têm tanta dificuldade de aceitar o outro, é importante falar sobre isso por meio de personagens lúdicos que povoam o imaginário infantil — destaca Marta, moradora do Jardim Botânico.

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