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'Entrego o manche para alguém mais competente', diz Kakinoff, de saída da Gol após 10 anos

*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 16.12.2021 - Paulo Kakinoff, presidente da Gol Linhas Aéreas.(Foto: Ronny Santos/Folhapress)
*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 16.12.2021 - Paulo Kakinoff, presidente da Gol Linhas Aéreas.(Foto: Ronny Santos/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Gol Linhas Aéreas, Paulo Kakinoff, que comandou a companhia nos últimos dez anos, está de saída. Em 1º de julho, o atual diretor-executivo de operações (COO, na sigla em inglês), Celso Ferrer, assume o comando da aérea.

Kakinoff passará a integrar o conselho de administração da Gol. "É uma satisfação encerrar um ciclo entregando o manche a um executivo que você sabe que é muito mais competente do que você, como é o caso do Celso", disse Kakinoff ao jornal Folha de S.Paulo.

"Ele tem 17 anos de Gol, trabalhamos lado a lado durante os últimos sete anos. Esta é a conclusão do processo de transição que foi desenhado três anos atrás", afirmou.

Segundo Kakinoff, a Gol se dedicou a cumprir uma das etapas mais delicadas da governança corporativa, que é a mudança de comando, com preparação, desenvolvimento e concretização da sucessão.

"Estou muito feliz e bastante orgulhoso dessa trajetória", diz o executivo, 47, que fez carreira na indústria automobilística antes de chegar à Gol. Trabalhou durante 16 anos no grupo Volkswagen, de onde saiu em 2012, como presidente da Audi no Brasil.

Kakinoff segurou o "manche" da Gol no momento mais delicado do setor aéreo no mundo. Durante a pandemia, houve demissão em massa em diversas companhias aéreas, inclusive no Brasil. A opção da Gol foi manter todos os funcionários.

Em entrevista no começo do ano, Kakinoff afirmou que um dos momentos mais duros de 2021 foi reduzir a malha aérea na segunda onda da Covid, depois de todos acreditarem que o pior já tinha passado e que o retorno seria gradual.

"Isso exigiu um nível de sacrifício muito importante de toda a equipe, que passou por tudo muito unida. Adotamos um lema: 'Ninguém desembarca'", disse Kakinoff, à época.

Nenhuma das 14 mil pessoas da equipe foi demitida. Para isso, foi preciso reduzir os salários de todos em até 50%, e os da diretoria, em até 70%, até dezembro de 2021.

Em nota, Constantino Júnior, presidente do conselho de administração da Gol, afirmou que vem acompanhando de perto a transição e que Kakinoff "continuará aportando seu enorme know-how, agora como conselheiro."

No último dia 11, a companhia anunciou a criação de uma holding com a colombiana Avianca, o grupo Abra, que vai controlar quatro companhias áreas de baixo custo na América Latina: Gol, Avianca, Viva (Colômbia) e Sky (Chile).

Novo presidente entrou na Gol como estagiário O novo presidente da Gol, Celso Guimarães Ferrer Junior, 39, entrou há 17 anos na companhia, como estagiário.

Desde 2019, é COO da Gol, responsável pelas áreas de operações, segurança operacional, aeroportos, planejamento, malha, suprimentos e frota.

Antes disso, foi vice-presidente de planejamento por cinco anos, onde acumulou experiência em formação de preços e alianças.

Formado em Economia pela USP (Universidade de São Paulo) e em Relações Internacionais pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Ferrer possui MBA Executivo pelo francês Insead.

"É também um experiente piloto de linha área e compõe o quadro de tripulantes da Gol na frota Boeing 737", informou a aérea, em comunicado.

"Celso Ferrer tem em seu plano de voo a missão de liderar os mais de 14 mil colaboradores da Gol na execução do plano estratégico da companhia, com foco especial nas jornadas de desenvolvimento digital, aceleração do processo de renovação da frota, novos serviços a Clientes, sustentabilidade e expansão da malha", diz o texto.