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Entregas de smartphones da Huawei na China despencam em 2021

Paulo Amaral
·2 minuto de leitura
Entregas de smartphones da Huawei na China despencam em 2021
Entregas de smartphones da Huawei na China despencam em 2021

A Huawei segue tentando sobreviver no mercado de smartphones e preparando novos lançamentos, mas as sanções impostas pelo governo norte-americano têm causado efeitos devastadores na empresa, que vê as entregas na China também despencarem. O mais novo relatório compartilhado pelo Digitimes fez um comparativo entre o último trimestre de 2020 e os primeiros três meses de 2021.

A constatação foi preocupante para os executivos da Huawei. A marca registrou queda de 53,6% em suas remessas de celulares entre janeiro e março deste ano. O desempenho tirou a marca do top 5 de maiores fabricantes de celulares do mundo, agora composto por Samsung, Apple, Xiaomi, Oppo e Vivo, e colocou novos desafios no caminho da Huawei para buscar a recuperação não apenas na China, mas também fora dela.

Mercado vê “queda combinada” na China

Os números divulgados nesta sexta-feira apontaram que não é apenas a Huawei quem está sofrendo com a queda de entregas na China, mas as empresas locais de uma forma geral. Em defesa desse argumento, as remessas combinadas do trimestre caíram 9,7%, e somaram 191 milhões de unidades, no comparativo com o período passado.

Na comparação ano a ano, no entanto, o número paradoxalmente cresceu, e muito: 73,8%. As principais responsáveis foram, coincidentemente, as três empresas melhor ranqueadas no top 5 de principais fabricantes de celulares do mundo em 2021: Xiaomi, Oppo e Vivo Global. Elas responderam, juntas, por 67,5% do total de entregas na China, contrastando nesse ponto com a Huawei.

De acordo com a Digitimes Research, a expectativa é que as entregas de smartphones, não apenas da Huawei, voltem a cair na China no 2º trimestre, e apresentem retração de até 7,2%. O problema da vez é a escassez de processadores, que já levou inclusive Oppo e Xiaomi estudarem a produção conjunta de chips para suprir a demanda que deverá continuar alta na sequência do ano.

Via Pocket Now

Imagem: LCVA/iStock