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Entrega rápida, benefícios e variedade: a guerra dos e-commerces no Brasil

Matheus Mans
·5 minutos de leitura
Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

O comércio eletrônico brasileiro teve sua maior alta em 20 anos, refletindo o aumento na demanda por conta da pandemia. No primeiro semestre, o faturamento foi de R$ 38,8 bilhões, um crescimento de 47% em relação à primeira metade de 2019, de acordo com a pesquisa Webshoppers, divulgada nesta quinta-feira (27) pela Ebit/Nielsen.

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O futuro do comércio eletrônico no país ficou ainda mais solidificado. De acordo com a consultoria Kearney, o setor, que já vinha crescendo, deve registrar R$ 111 bilhões em vendas em 2020, considerando um cenário base. A cifra é 49% superior à de 2019, quando o mercado faturou R$ 75 bilhões. Nos cenários conservador e otimista, as vendas totalizariam cerca de R$ 103 bilhões e R$ 120 bilhões, respectivamente.

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Essa deve ser a deixa para um acirramento ainda maior da guerra dos e-commerces. “Hoje, você tem Americanas, Amazon, Magazine Luiza e Mercado Livre brigando pelo topo e milhares brigando por nichos”, contextualiza o professor Venâncio Araújo, pesquisador em digitalização do varejo. “A questão é que essa guerra não é de vitrine. Não é de shopping, de vizinhos. É de inovação, tecnologia, relevância. A briga vai ser grande em 2021”.

Competição

As plataformas de e-commerce iniciaram investimento pesados em tecnologia, inovação e novas ferramentas durante a pandemia. Entre as preocupações, estão atendimento automatizado, compreensão da jornada do consumidor, rapidez logística e facilidade na tarefa de concluir uma compra.

“Como você não tem espaço físico, quando você faz uma busca e tenta encontrar algum produto, você pode ver milhares de marcas com aquele mesmo produto”, diz Ricardo Rodrigues, cofundador e CEO da Social Miner, empresa de inteligência e análise de dados. “O caminho é entender seu diferencial. É preço? A qualidade? O atendimento? Entrega? Sem diferencial você será só mais um.”

Crescimento recorde da Magazine Luiza

A Magazine Luiza foi a empresa que mais apresentou crescimento no mercado, com 182% de expansão. O e-commerce — formado por site, superapp, marketplace, Netshoes, Zattini, Época Cosméticos e Estante Virtual — totalizou R$ 8,6 bilhões em vendas, crescimento de 49% frente ao mesmo período em 2019. Mesmo com as lojas fechadas, as vendas online já representam 78,5% das receitas totais.

(Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
(Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

Dentre outros investimentos, a empresa buscou trazer mais diversidade de produtos, ampliou seus canais de comunicação e agilizou a entrega. No superapp, as operações realizadas pelos clientes ficaram mais integradas. No início do ano, o Magalu Pay — a conta digital multicanal da companhia — ficou disponível. Em julho, foi lançada uma campanha de cashback, fornecendo benefícios na compra.

“A inovação faz parte do dia a dia. É necessária a criação de algo sempre novo para a experiência desse consumidor através de dados e análise de comportamento”, disse Rafael Montalvão, diretor de marketing do e-commerce do Magalu. “Nós fomos uma das primeiras empresas a fazer uso de WhatsApp para se comunicar com o cliente. O uso de tecnologias para comunicação personalizada também é importante num ambiente como esse”.

Entrega rápida: o truque do Mercado Livre

O Mercado Livre fez um plano de investir cerca de R$ 4 bilhões no Brasil ao longo de 2020. Grande parte disso foi focada em melhorias na logística dos produtos. São entregas mais rápidas, mais seguras e até mesmo a abertura de um centro de distribuição em Lauro de Freitas, na Bahia. A operação será no modelo Fulfillment, em que o Mercado Livre fica responsável por todo o processo logístico, do estoque de produtos ao pós-venda.

“Esses investimentos vão desde a instalação de centros de distribuição e cross-dockings, até o desenvolvendo de novas ferramentas com o objetivo de reduzir o tempo e o custo de entrega do marketplace”, explicaJulia Rueff, diretora de marketplace do Mercado Livre. Os resultados foram positivos na pandemia: A América Latina teve alta de 101,5% no perído, atingindo US$ 5 bilhões em vendas.

Entre fevereiro e maio, a empresa teve 2,6 milhões de novos clientes no Brasil. Para se ter ideia do tamanho desse crescimento, o Mercado Livre registrou um total de 45 milhões de compradores únicos ao longo de 2019.

Quanto mais produtos, melhor

Já a B2W — das marcas como Americanas, Shoptime e Submarino — focou na diversidade de produtos com o Marketplace Local. Nele, lojistas parceiros se cadastram gratuitamente para realizar a venda online pela Americanas e entregam o pedido em até duas horas. Só entre abril e junho, mais de 45 mil lojistas entraram na plataforma, aumentado o sortimento dos sites, com mais de 39 milhões de itens, distribuídos por mais de 40 categorias.

“No segundo trimestre deste ano, atingimos a maior venda da nossa história, superando os resultados alcançados no último trimestre do ano passado, período de Black Friday e Natal. Esse resultado foi impulsionado pelo aumento na frequência de compras e pela performance de novas categorias, gerando um crescimento de 95% no número de pedidos e 171% em unidades vendidas”, disse a empresa em comunicado.

E a Amazon?

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Gigante do varejo norte-americano, a Amazon não divulga números e resultados no Brasil. Porém, apontou suas duas apostas para se destacar no mercado: o Prime e o Programe e Poupe. No caso do primeiro, é um pacote de serviços (Prime Video, entrega grátis, dentre outros) por R$ 9,90, que busca fidelizar o cliente. O outro, enquanto isso, é um programa de compras programadas e recorrentes lançado em julho de 2020.

“Essas iniciativas têm dado muito certo, como verificamos em todo o mundo”, afirma Juliana Sztrajtman, head de marketing da Prime. “Na Amazon, não concentramos nossos esforços pensando nos concorrentes. Um consumidor satisfeito com a experiência de compra, a quem seja oferecida conveniência, bons preços e um portfólio variado de produtos tende a voltar e comprar de novo. Guiamos os esforços de acordo com necessidades do cliente.”

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