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Entidades em defesa do Jovem Aprendiz elevam pressão contra medida para flexibilizar programa

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 20.04.2022 - Vista geral do plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). (Foto: Antonio Molina/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 20.04.2022 - Vista geral do plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). (Foto: Antonio Molina/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Entidades que têm se reunido há meses para defender o programa do jovem aprendiz contra investidas do governo Bolsonaro para flexibilizá-lo, aumentaram a pressão nos últimos dias. A medida provisória com as novas regras deve ser votada nesta segunda (29).

A medida retira exigências como o número obrigatório de participantes do programa nas empresas e cria uma regra que permite a manutenção de aprendizes já efetivados por até doze meses, o que pode minguar a entrada de novos jovens.

Entidades como o Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola) e o Sinait (sindicato que representa os auditores fiscais do trabalho) afirmam que o governo tenta enfraquecer o conceito de aprendizagem no Brasil.

Pelos cálculos do Sinait, mais de 600 mil vagas do programa podem acabar em até três anos. Humberto Casagrande, presidente do Ciee, afirma que os grupos contrários ao tema estão negociando com os deputados pela derrubada da medida provisória.

"Esse pessoal que é contra os aprendizes não consegue revogar a lei de uma vez só. Então, eles fazem técnicas de guerrilha que vão matando vagas", diz Casagrande.

Havia um acordo entre o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e a deputada e relatora da MP, Celina Leão (PP-DF), para retirar todos os artigos que tratavam da condição dos jovens, porém, na semana passada, o líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), derrubou o acordo e pediu a votação integral do texto.