Mercado abrirá em 1 h 23 min
  • BOVESPA

    108.843,74
    -2.595,62 (-2,33%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.557,65
    -750,06 (-1,46%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,16
    +0,87 (+1,24%)
     
  • OURO

    1.767,20
    +3,40 (+0,19%)
     
  • BTC-USD

    43.543,69
    -553,49 (-1,26%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.092,59
    -41,80 (-3,68%)
     
  • S&P500

    4.357,73
    -75,26 (-1,70%)
     
  • DOW JONES

    33.970,47
    -614,41 (-1,78%)
     
  • FTSE

    6.980,06
    +76,15 (+1,10%)
     
  • HANG SENG

    24.221,54
    +122,40 (+0,51%)
     
  • NIKKEI

    29.839,71
    -660,34 (-2,17%)
     
  • NASDAQ

    15.119,75
    +110,25 (+0,73%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2466
    +0,0019 (+0,03%)
     

Entenda quem é o responsável pela Cinemateca, que chegou a ser oferecida como prêmio de consolação para Regina Duarte

·2 minuto de leitura

Responsável pela gestão de mais de 250 mil rolos de filmes e um milhão de documentos que contam a história do audiovisual brasileiro, a Cinemateca Brasileira vive a maior das crises de seus 74 anos. A instituição federal, que chegou a ser oferecida a Regina Duarte após deixar a atriz deixar o comando da Secretaria Especial da Cultura, em maio do ano passado, entrou em crise em dezembro de 2019. Foi , quando quando venceu o seu contrato com a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), então gestora da instituição, que parou de receber recursos do governo federal.

Na época, o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, encerrou o contrato da Acerp para a realização da TV Escola. Como havia um aditivo para a administração da Cinemateca, a situação virou um imbróglio jurídico. As negociações para a resolução da dívida da OS com a União, de cerca de R$ 14 milhões, voltaram à estaca zero com a entrada de Mario Frias na secretaria, em junho de 2020. Neste mês, a brigada de incêndio, que era terceirizada, chegou a interromper seus trabalhos, e, durante uma falha de luz no bairro da Vila Leopoldina, o gerador da sede não funcionou.

O então prefeito da capital, Bruno Covas (1980-2020), cogitou propor um plano de municipalização da Cinemateca, o que não foi bem recebido pela Secretaria. O ápice da disputa se deu no dia 7 de agosto, quando as chaves da Cinemateca foram retomadas pela União, por meio de ofício da Secretaria especial da Cultura. A ação contou com uma comissão de funcionários federais, entre eles o secretário nacional do audiovisual substituto, Helio Ferraz de Oliveira, atual "nº 2" de Frias na pasta. O grupo foi acompanhado pela Polícia Federal.

O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) chegou a enviar um ofício à Secretaria Especial da Cultura pedindo informações acerca da falta de repasse do governo à instituição. Sem respostas, o MPF-SP entrou com uma ação civil pública contra a União para que fossem tomadas medidas emergenciais pela preservação do acervo e do edifício. A liminar, inicialmente negada, foi concedida somente em fevereiro deste ano pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). O MPF solicitou ações de emergência como o restabelecimento do Conselho Consultivo da Cinemateca e a recomposição do quadro de funcionários.

Desde o ano passado, funcionários da equipe de preservação, que foram demitidos, alertam que o acervo estava sem nenhum acompanhamento, e que apenas seguranças, bombeiros e limpeza trabalhavam no local. Em abril, os trabalhadores divulgaram um manifesto, e planejavam um protesto para o próximo dia 7, quando faz um ano que a União retomou a Cinemateca. Mas o fogo chegou antes.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos