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Entenda a queda da ação da Eletrobras

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Desde que a Eletrobras fixou o preço unitário de R$ 42 para as suas ações ordinárias na última quinta-feira (9), os papéis da maior companhia elétrica da América Latina afundaram 6,83% em apenas duas sessões de negociação da B3, a Bolsa de Valores brasileira.

Na sexta-feira (10), o tombo de 4,74% foi atribuído ao ajuste do mercado ao valor inicial da oferta, uma vez que o papel havia sido cotado na véspera a R$ 43,04. Já nesta segunda (13), dia em que as ações emitidas na oferta pública passaram a ser negociadas, houve queda de 2,20%.

Quem tomou contato pela primeira vez com a Bolsa devido à capitalização da Eletrobras pode estar se perguntando se fez um bom negócio. A resposta só virá com o tempo, mas analistas afirmam que o investimento é promissor, sobretudo se pensado para o longo prazo.

Para esses novos investidores, cabe lembrar que aplicações em renda variável, como é o caso do mercado de ações, não têm esse nome por acaso. Diversos fatores podem fazer uma ação perder ou ganhar valor de forma significativa em um único dia.

No caso da Eletrobras, além das questões mencionadas acima sobre o ajuste à precificação dos papéis, é necessário considerar que a oferta pública ocorreu em um momento de turbulência no mercado de ações.

Bolsas em todo o mundo operam em baixa diante do temor de que a inflação global, provocada pela pandemia de Covid e potencializada pela Guerra da Ucrânia, leve a economia global a um quadro de recessão. Não é possível afirmar se isso irá ocorrer e, tampouco, quando a crise será contornada.

O cenário global desfavorável também não significa que a Eletrobras está condenada a derreter enquanto não houver saída para a crise.

Paulo Henrique Duarte, economista da Valor Investimentos, afirma que houve "sucesso na capitalização da Eletrobras", com a movimentação de mais de R$ 29 bilhões, e que isso "mostrou que o mercado tem apetite para aplicar em bons ativos" mesmo em momentos como o atual.

Duarte afirma que, a partir de agora, o desempenho das ações da companhia também dependerá dos próximos passos que ela irá tomar quanto a investimentos, redução de despesas e a adoção de boas práticas de governança.

Apesar da imprevisibilidade quanto ao futuro, o cenário visto pelo retrovisor reforça a afirmação do economista: desde janeiro, enquanto a Bolsa de Valores brasileira caiu 2,73%, as ações ordinárias da Eletrobras subiram 20%.

Além disso, o setor de energia está entre os mais resistentes às variações do mercado.

Mas quando especialistas afirmam que Bolsa é investimento de longo prazo, eles não estão falando de um intervalo de poucos meses.

Ivens Gasparotto, diretor de consultoria Suno, considera que o mercado de ações é para quem pensa em obter retorno em dez anos, no mínimo, porque é improvável que nesse intervalo o investimento resulte em prejuízo.

É exatamente o oposto do lucro rápido que muitos iniciantes nesse mercado esperam.

Apesar das oscilações diárias, Gasparotto afirma que o investidor deve pensar na aplicação em Bolsa como "algo parecido com plantar uma árvore e esperar ela crescer", diz. "É extremamente monótono."

Ação comprada com FGTS pode ser vendida após 12 meses Para quem investiu o FGTS, as ações poderão ser vendidas após 12 meses. Mas se o trabalhador se encaixar em uma das situações em que a legislação permite o saque do Fundo de Garantia, poderá vender os papéis antes.

Estão entre essas situações a compra da casa própria, a demissão sem justa causa, a aposentadoria e o intervalo de três anos sem depósitos no FGTS (veja aqui as 16 situações).

Se for demitido sem justa causa, terá ainda a multa de 40% calculada sobre todo o saldo da conta da empresa no fundo, somando também o que investiu na Eletrobras.

Além disso, o trabalhador que investiu parte do FGTS nas ações da Eletrobras poderá optar por manter o investimento nos papéis mesmo se for demitido, se aposentar ou se encaixar em outra situação de saque do fundo permitida por lei.

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