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Entenda por que as criptomoedas estão 'derretendo' e preocupando o mundo

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Criptomoedas como o bitcoin estão perdendo o valor desde abril
Criptomoedas como o bitcoin estão perdendo o valor desde abril

A situação não está confortável para quem tem reservas em criptomoedas. Após dias de intensa volatilidade, o bitcoin chegou a despencar mais de 10% nesta segunda-feira por causa da suspensão dos levantamentos na plataforma Celsuis, uma das mais importantes de transação de criptomoedas.

A cotação do bitcoin caiu cerca de 24% nas últimas sete sessões, para um valor pouco abaixo dos 24.000 dólares. Em relação ao máximo histórico, atingido em novembro de 2021, a queda é de 65%.

O mercado das criptomoedas já esteve avaliado em três bilhões de dólares e vale agora um terço disso.

Outras criptomoedas estão apresentando perdas maiores ainda. O Ethereum, segunda maior do mercado, caiu 34% nos últimos três dias e está sendo negociado a US$ 1.200 (R$ 6.200) mesmo com o andamento da migração para Proof-of-Stake, um tipo de validação dentro do sistema blockchain.

Os números ruins envolvendo as criptomoedas vão em sintonia com o mercado financeiro global, que teme uma onda inflacionária maior que a esperada. A subida de preços nos EUA, Reino Unido e União Europeia preocupa os investidores, que acreditam numa nova fase de aumento de juros e, consequentemente, piora nas condições econômicas.

É o fim das criptmoedas?

Ainda é cedo, porém, para decretar o fim das criptomoedas, em especial do bitcoin.

"Criptomoedas ainda são válidas. É um ativo que tem possibilidade, no médio e longo prazos, de ganhos, na medida que a economia saia dessa crise causada pela pandemia e pela guerra na Ucrânia. As oscilações tendem a diminuir. Enxergo uma tendência de melhora no futuro", avalia Julian Portillo, professor de Economia do Mackenzie.

Com o aumento dos juros nos EUA para tentar domar a maior inflação em 40 anos, o Fed (Banco Central americano) gerou temores na economia mundial. Ativos de risco, como bolsas de valores e criptomoedas foram os mais atingidos.

"Esse movimento de aperto nos juros fez com que os investidores busquem ativos mais seguros, justamente por medo dos bancos centrais continuarem a aumentar as taxas", coloca o especialista.

O professor do Mackenzie lembra que desde abril de 2022, a queda de preços das ações das empresas de tecnologia americana como Netflix, Amazon e outras, levaram investidores a aumentarem seu medo de investir em ativos de alto risco, como ações ou criptomoedas, e como resultado, vão atrás de investimentos mais seguros atrelados às taxas de juros como CDBs e outras modalidades de renda fixa.

Um mês depois, a queda da criptomoeda Terra (Luna) e seu ecossistema gerou prejuízos bilionários pelo mundo e ligou vários sinais de alerta entre os investidores, que temem outros 'contágios' envolvendo criptomoedas. Só para se ter uma ideia, os 11 bilionários de criptomoedas mais ricos do setor perderam juntos US$ 60 bilhões, segundo estimativa da Forbes, no mês de maio.

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