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Entenda por que a alta dos combustíveis pode levar a inflação a fechar o ano de 2021 em dois dígitos

·2 min de leitura

A escalada sem trégua do preço dos combustíveis pode levar a taxa de inflação a fechar o ano em dois dígitos, alertam especialistas. Isso porque, com a alta global dos preços do petróleo, tudo indica que diesel e gasolina voltarão a subir nos próximos meses.

Entre janeiro e setembro, segundo o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumula alta de 6,9%. A previsão do mercado para o fim de 2021, conforme mostrou nesta segunda o Boletim Focus, do Banco Central, subiu de 8,69% na semana passada para 8,96% hoje.

Como os combustíveis têm sido um dos vilões da inflação, o índice oficial pode chegar em dezembro acima dos 10% se gasolina e diesel continuarem subindo, dizem analistas.

Nesta segunda-feira, a Petrobras anunciou um novo reajuste. A gasolina vai subir 7% nas refinarias, e o diesel, 9% a partir de terça-feira. No ano, a gasolina acumula alta de 73% , e o diesel, de 65,3%.

Os aumentos devem continuar porque, além da desvalorização do real e do ambiente de instabilidade fiscal e político no país, a retomada da economia mundial tem tornado a demanda por petróleo maior do que a oferta, o que eleva o preço do barril — o tipo Brent chegou a US$ 86,35 nesta segunda.

Como o transporte influencia os custos de praticamente todos os setores da economia, a difusão do efeito da alta dos combustíveis nos outros preços é rápida.

— A gasolina vai pressionar a inflação para além dos 10%. É difícil prever preço do petróleo e o dólar. Mas, dada a defasagem entre os preços praticados aqui e no mercado internacional, espera-se novas altas — avalia o economista e professor dos MBAs da FGV Mauro Rochlin.

O centro da meta de inflação, em 2021, é de 3,75%, podendo variar entre 2,25% e 5,25%. As projeções do mercado já estão bem acima do teto de tolerância da meta, que o BC admite que não vai conseguir cumprir.

— Acho bastante provável que, até dezembro, tenha nova alta, podendo chegar inflação de dois dígitos. O combustível tem mais chances de impactar o IPCA do que a alta da luz, que já está prevista para os próximos dois meses — acrescenta Rochlin.

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