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Entenda por que alguns voluntários dos testes de vacina recebem apenas placebo

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O médico João Pedro Rodrigues Feitosa participou dos testes da vacina de Oxford, mas recebeu placebo: ele morreu de Covid-19 no dia 15
O médico João Pedro Rodrigues Feitosa participou dos testes da vacina de Oxford, mas recebeu placebo: ele morreu de Covid-19 no dia 15

Os testes para verificar se um medicamento é eficaz e seguro dividem os voluntários em dois grupos: um recebe a fórmula que está em análise, o outro toma apenas um placebo (substância sem relação com o objeto de estudo). Este segundo é chamado de grupo de controle, e ele é importante para que seja possível comparar os resultados e verificar se uma suposta melhora ou cura tem realmente relação com o remédio testado ou é fruto da expectativa gerada no próprio paciente, ou seja, um efeito psicológico.

Assim é feito o teste da vacina de Oxford, que também segue o método duplo-cego, no qual nem o participante nem os pesquisadores sabem quem recebeu de fato a fórmula ou quem recebeu apenas um placebo. O voluntário carioca que participava dos testes clínicos da vacina candidata contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca e morreu devido a complicações da doença havia recebido o placebo. O médico João Pedro Rodrigues Feitosa morreu na última quinta-feira (15).

Feitosa tinha 28 anos e estava desde março na linha de frente do combate ao novo coronavírus — atualmente, trabalhava em dois hospitais da cidade do Rio, um da rede municipal e outro particular. Ele recebeu a dose que seria de um placebo no fim de julho e começou a ter sintomas da Covid-19 em setembro.

Uma pessoa ligada ao estudo clínico do imunizante de Oxford disse ao EXTRA que Feitosa recebeu, na verdade, uma dose da vacina contra meningite, que é aplicada como controle, para efeito de comparação.

A AstraZeneca não confirma a informação, porque é obrigada a honrar o compromisso de confidencialidade do teste. Segundo a Anvisa, os desenvolvedores da vacina compartilharam com a agência os dados da investigação realizada pelo Comitê Internacional de Avaliação de Segurança sobre o caso. Em nota, o órgão afirmou que “o processo permanece em avaliação”.

A AstraZeneca divulgou um comunicado à imprensa garantindo que “todos os processos de revisão exigidos foram seguidos”: “Todos os eventos médicos significativos são avaliados cuidadosamente pelos investigadores do estudo, um comitê independente de monitoramento de segurança e autoridades regulatórias. Essas avaliações não levaram a quaisquer preocupações sobre a continuidade do estudo em andamento”.