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Entenda o que levou ao fim do 'casamento' entre EA e Fifa

Entidade do futebol quer ampliar fontes de receitas com outros ativos tecnológicos, entre eles os NFTs
Entidade do futebol quer ampliar fontes de receitas com outros ativos tecnológicos, entre eles os NFTs
  • Fim do acordo já era considerado desde o ano passado;

  • Fifa estima que vai lucrar até R$ 5 bilhões com jogos próprios;

  • EA avalia que é hora de seguir um rumo diferente da Fifa.

Após mais de duas décadas de parceria, a desenvolvedora de jogos Eletronics Arts (EA) anunciou o rompimento com a Fifa. Com isso, os novos games de futebol da empresa de eletrônicos serão chamados de 'EA Sports FC' a partir de julho de 2023.

Um dos motivos apontados para o fim do "casamento" foi o alto valor pago pela EA à Fifa. De acordo com a empresa da Califórnia, a parceria custava R$ 758 milhões (US$ 150 milhões) anuais para a companhia. Já a Fifa considerava o valor baixo e pretende lançar seus próprios jogos, ampliando o lucro para até R$ 5 bilhões.

Segundo David Jackson, vice-presidente da EA Sports, explicou que o estúdio avalia que é hora de seguir um rumo diferente para construir uma "marca para o futuro". "O mundo do futebol e o mundo do entretenimento estão mudando e esses mundos se combinam em nosso produto", disse em entrevista à BBC.

O fim do acordo já era considerado desde o ano passado. Na ocasião, uma reportagem do jornal norte-americano The New York Times revelou que um dos jogos mais consumidos no planeta corria risco em função do não avanço das negociações entre a empresa e a entidade do futebol.

Na época, a Fifa se pronunciou apontando mudanças na forma como fará a gestão de suas propriedades intelectuais voltadas à tecnologia. Estima-se que, nos últimos 20 anos, o jogo Fifa produzido pela EA tenha movimentado mais de R$ 101 bilhões (US$ 20 bilhões).

Além de valorizar sua marca, a entidade do futebol também quer ampliar fontes de receitas com outros ativos tecnológicos, entre eles os NFTs, que se tornaram um elemento importante de receita dentro dos games.

Troca de nome

Apesar do fim da parceria, a EA pretende continuar no lucrativo mundo do futebol e a partir de 2023 os novos jogos vão ser chamados de "EA Sports FC". Com o fim da parceria, a Eletronics Arts manterá seus direitos de imagem exclusivos, como a Premier League, a La Liga, a Bundesliga, a Série A, a MLS, a Uefa, a Conmebol e a Nike.

A franquia Fifa tem tido sucesso em parte devido a acordos de licenciamento detalhados, que permitiram representações precisas de uniformes de equipes, rostos de jogadores e estádios.

Há anos, os jogadores podem jogar com times do Campeonato Brasileiro ou da Premier League inglesa, por exemplo. Já em games concorrentes, como o Pro Evolution Soccer, os times disponíveis são fictícios, com nomes como Merseyside Red.

A EA diz que continuará a oferecer experiências do mundo real, com até 19 mil atletas, 700 equipes, cem estádios e mais de 30 ligas para jogos futuros. Isso inclui a Premier League, a Bundesliga, a La Liga e a Liga da Uefa.

No entanto, a mudança significa que os jogos lançados especialmente para a Copa do Mundo, como foi o caso de Fifa: Road to World Cup 98, não serão mais feitos pela EA.

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