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Entenda o que é pré-diabetes, diabetes e hiperglicemia

·4 minuto de leitura

Níveis elevados de açúcar no sangue podem desencadear danos aos nervos, vasos sanguíneos e órgãos, além de uma série de consequências, que vão desde a hiperglicemia, até pré-diabetes e diabetes em si. Mas você sabe qual a diferença entre cada uma dessas condições, os diferentes sintomas que as acompanham e os cuidados que se deve tomar?

Pré-diabetes

A pré-diabetes, como pode-se presumir, é uma situação que antecede a diabetes e serve de alerta para evitar a progressão da doença. Normalmente, a pessoa descobre que é pré-diabética por meio de um exame de sangue, em que se pode observar os níveis de glicose.

Com isso em mente, é considerada pré-diabetes quando a glicemia de jejum está entre 100 e 125 mg/dl. O valor considerado normal da glicose em jejum é até 99 mg/dl. Assim, quando a pessoa apresenta glicemia em jejum superior a 100 mg/dl, o médico passa a monitorá-la regularmente para verificar os níveis de glicose no sangue. Vale ressaltar que outros exames que também servem para o diagnóstico da diabetes são a curva glicêmica e o teste da hemoglobina glicada. Nesses casos, os valores entre 5,7% e 6,4% são indicativos de pré-diabetes.

O tratamento da pré-diabetes envolve controlar a alimentação, diminuindo a ingestão de gorduras, do açúcar e do sal, e aumentando o consumo de alimentos ricos em fibras e proteínas, como arroz integral, vegetais de folha escura e feijão, para combater o excesso de açúcar no sangue. Os especialistas também recomendam atividades físicas e verificação recorrente do nível de glicose.

Diabetes

Quando a glicemia de jejum ultrapassa os 125 mg/dl, já pode se considerar diabetes. A doença pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, a diabetes pode levar à morte. A doença é causada por uma deficiência da produção de um hormônio chamado insulina, secretado pelo pâncreas, e se divide em praticamente em dois tipos.

Diabetes tipo 1

A diabetes tipo 1 é considerado uma doença crônica não transmissível, hereditária, que aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticada em adultos também. Pessoas com parentes próximos que têm ou tiveram a doença devem fazer exames regularmente para acompanhar a glicose no sangue. Nesse caso, o tratamento exige o uso diário de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose no sangue. A causa da diabetes tipo 1 ainda é desconhecida e a melhor forma de preveni-la é equilibrando a alimentação, realizando atividades físicas e evitando álcool, tabaco e drogas.

Diabetes tipo 2

Já a diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida. A causa da doença está diretamente relacionada ao sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão e hábitos alimentares inadequados. Por isso, é essencial manter acompanhamento médico para tratar, também, dessas outras doenças, que podem aparecer junto com a diabetes. Trata-se do desenvolvimento de um processo autoimune do organismo, que começa a atacar as células do pâncreas.

(Imagem: allinonemovie/Pixabay)
(Imagem: allinonemovie/Pixabay)

Hiperglicemia

A hiperglicemia acontece por causa da grande quantidade de açúcar circulando no sangue mesmo após horas da refeição. Com isso, a pessoa apresenta valores acima de 180 mg/dL de glicose no sangue, devido à quantidade insuficiente de insulina circulando no organismo. A hiperglicemia também pode ser uma consequência do sedentarismo, da obesidade e da alimentação inadequada. Sintomas incluem:

  • Enjoo

  • Dor de cabeça

  • Sede excessiva

  • Vontade frequente para urinar

  • Sonolência

  • Cansaço excessivo

O nível açúcar no sangue pode aumentar se você pular ou esquecer sua insulina ou medicamento oral para controlar a glicose, comer muito carboidrato, se houver uma infecção, doença ou estresse, se você fizer menos exercícios do que o normal ou, ainda, se participar de atividades físicas muito exaustivas, especialmente quando seus níveis de açúcar no sangue já estão altos e, os de insulina, baixos.

Com isso em mente, para regular os níveis de açúcar no sangue e, assim, controlar e evitar a hiperglicemia, é importante adotar hábitos de vida saudáveis, com direito a atividades físicas regulares e alimentação equilibrada, orientada por nutricionista. Medir regularmente a glicemia também é indicado, pois assim é possível verificar a concentração de açúcar ao longo do dia.

Fonte: Canaltech

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