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Entenda a nova fase do tratamento de Paulo Gustavo, que está internado com Covid-19

Gustavo Cunha, Ricardo Ferreira e Ana Beatriz Moda
·3 minuto de leitura

O ator e humorista Paulo Gustavo foi submetido a um novo procedimento no tratamento contra o coronavírus para corrigir o aparecimento de uma "nova fístula bronco-pleural", conforme antecipou o colunista Ancelmo Gois. O artista de 42 anos está intubado em um hospital do Rio, em decorrência de complicações da Covid-19.

Internado desde o dia 13 de março, Paulo foi submetido há cinco dias a uma "a uma toracoscopia para correção de uma fístula bronco-pleural", visando melhor recuperação da função pulmonar.

Fístulas broncopleurais representam, grosso modo, uma comunicação anormal entre os brônquios e a pleura, membrana que reveste os pulmões, o que ocasiona uma passagem de ar incorreta no organismo.

Em linguagem resumida, quando há a detecção de uma fístula bronco-pleural significa que foi identificado, no paciente, um vazamento de ar dos brônquios para a pleura, local no corpo onde não deve haver ar.

Uma fístula broncopleural é a causa do pneumotórax, também conhecido como colapso pulmonar, que acontece quando há o escoamento de ar para o espaço entre os pulmões e a parede torácica.

O tratamento é feito por meio de uma toracoscopia, que visa fechar a abertura por onde passa o ar.

— Para o funcionamento correto do pulmão, não deve haver comunicação entre o brônquio, por onde ar passa, e a pleura. Normalmente, não existe essa comunicaçao. O tratamento, portanto, consiste em tirar o ar da pleura e fechar esse vazamento de ar. Esse é um procedimento inovador. Em geral, coloca-se algo por dentro do órgão para fechar a passagem de ar, sem que seja preciso realizar uma operação — explica um pneumologista que preferiu não se identificar.

Desde 13 de março, Paulo Gustavo faz uso de ECMO (sigla para o termo "Oxigenação por membrana extracorporal") para melhorar sua função pulmonar.

O ECMO, que realiza uma espécie de respiração extracorpórea, pode comprometer a pleura dos pacientes ou ocasionar fístulas bronco-pleurais, justificando a necessidade da pleuroscopia (veja abaixo), ainda que seja um procedimento invasivo. É o que explica o cirurgião Marcio O. Lucas:

— Algumas circunstâncias podem comprometer a pleura em pacientes em ECMO. Derrames pleurais, fístulas broncopleurais, e infecção. Qualquer uma destas condições pode indicar a realização de uma Pleuroscopia.

Segundo o médico intensivista Victor Cravo, coordenador do Americas Medical City, o tempo médio de tratamento por ECMO em pacientes com situação semelhante a de Paulo Gustavo é de 10 dias.

— O ECMO é uma terapia feita através de uma máquina, que substitui a função de troca de oxigênio que o pulmão faz. Com isso, você consegue descansar o pulmão até ele poder ser exigido novamente e conseguir fazer essa troca. O paciente tem um sangue passando por uma máquina, que tem uma membrana, e essa membrana oferta o oxigênio e leva o gás carbônico, exatamente o que o pulmão faria — explica Cravo.

A pleuroscopia, procedimento realizado pelo ator Paulo Gustavo na primeira semana de abril, serve para a equipe médica ter uma melhor compreensão da situação dos pulmões do paciente.

Marcio O. Lucas, cirurgião de tórax da Americas Medical City e Oncoclinicas, explica que a principal função da pleuroscopia é diagnóstica, e não terapêutica, embora possa, em alguns casos, ajudar no tratamento.

Neste exame, uma câmera é inserida, com auxílio de fibra óptica, entre os dois arcos costais para permitir a análise da cavidade pleural. A pleura, por sua vez, é a membrana que reveste o tórax e os pulmões.

— A pleuroscopia é um procedimento cirúrgico torácico. Tem por objetivo o estudo do espaço pleural. Pode ter função meramente diagnóstica e, em alguns casos, terapêutica também. — esclarece o especialista.