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Entenda como ida de Boulos ao segundo turno em SP pode ser problema para esquerda no Rio

Redação Notícias
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Guilherme Boulos (PSOL) vota com a família em SP - Foto: Reprodução/Globonews
Guilherme Boulos (PSOL) vota com a família em SP - Foto: Reprodução/Globonews

O segundo turno em São Paulo apontado pela boca de urna do Ibope expõe um problema que a esquerda terá de enfrentar no Rio de Janeiro: deixa claro que um candidato de consenso teria tirado Marcelo Crivella da etapa final da disputa na capital fluminense.

Guilherme Boulos (PSOL) alcançou os 25%, atrás do prefeito Bruno Covas, com 33%, numa subida notável, segundo o Ibope. A aliança formal com o PT não veio, mas na prática, o líder sem-teto, depois de já ter aparecido nas eleições presidenciais de 2018 e sido elogiado por Lula no dia em que o ex-presidente foi preso, entre outros movimentos de repercussão, fortaleceu sua imagem. E capturou os votos que tradicionalmente seriam para o PT, de eleitores que não se entusiasmaram com Jilmar Tatto, um nome excessivamente local.

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No Rio, um nome forte poderia aparar arestas. Mas o deputado Marcelo Freixo, a opção mais óbvia, declinou da candidatura. Martha Rocha (PDT) e Benedita da Silva (PT) somadas, pela boca de urna do Ibope, obtiveram o mesmo percentual, embora tenham eleitorado inteiramente diferente. Jair Bolsonaro perdeu espaço em São Paulo, com o encolhimento de Celso Russomanno, mas agiu a tempo no Rio e deve garantir seu pupilo na segunda fase da disputa.

A esquerda perdeu o bonde. Agora, Freixo pode vir a ser cobrado por não ter conseguido costurar essa aliança, e se responder que o maior obstáculo não foi ele, a esquerda terá um novo debate interno para travar.

Eleições municipais em São Paulo

As Eleições 2020 moveram praticamente todo país neste domingo. Por conta do coronavírus, essa foi uma eleição diferente, com horários estendidos e mais critérios de segurança sanitária.

Quase 9 milhões de paulistanos estavam aptos para ir às urnas para escolher o novo prefeito e a nova composição da Câmara de Vereadores da capital paulista.

Uma questão que levanta muitas dúvidas ao longo processo é o famoso coeficiente eleitoral. Bem resumidamente, é a divisão do número de eleitores pelo número de vagas (nós explicamos com detalhes AQUI). Cada cidade, então, tem seu coeficiente eleitoral.

Caso não esteja presente na cidade onde você está apto para votar, é possível justificar seu voto. Para saber como, siga nosso guia clicando AQUI. O segundo turno ocorrerá em dois domingos, no dia 29 de novembro de 2020.

O que faz um prefeito?

O Estado se divide em três poderes o Executivo, Legislativo e Judiciário, e o prefeito é o chefe do Poder Executivo. Ou seja, é responsabilidade do prefeito administrar a cidade que exerce suas funções. Para mais detalhes da função CLIQUE AQUI e para saber quanto ganha um prefeito, CLIQUE AQUI.